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15 de maio de 2016

À Conversa com... Blackbird

O The Music Spot esteve à conversa com os viseenses Blackbird, que acabam de lançar "State of Mind" o novo single.


1. Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
Estamos ainda no início do nosso percurso de estrada para este ano mas já tivemos a oportunidade de concretizar alguns objectivos que tínhamos delineado. 

Logo em Janeiro estivemos com casa cheia no palco da Fora de Rebanho em Viseu. Se por um lado estivemos a jogar em casa por ser a nossa cidade, por outro estávamos a apresentar o trabalho num palco que ainda nos faltava, um palco que tem vindo a ganhar o respeito e a credibilidade nacionais no circuito da música alternativa. 

O resultado foi extremamente positivo. Apresentámos pela primeira vez alguns dos temas que farão parte do EP a lançar ainda este ano e obtivemos um bom feedback tanto do público que já nos segue com regularidade como daqueles que ainda não tinham tido a oportunidade de nos ver ao vivo.

Em Março voltamos a ter casa cheia em Penalva do Castelo, que em conjunto com Viseu e Chaves se têm mostrado como locais muito especiais para Blackbird. 

Estamos agora a lançar o primeiro single “State of Mind” em CD e com distribuição nas mais importantes plataformas digitais. É um mimo para todos os que nos têm pedido com insistência o EP! Como ainda queremos dedicar tempo nas gravações e na composição de mais material, é uma forma de mantermos um bom equilíbrio entre as vontades!

Sintetizando… A resposta tem vindo a ser cada vez melhor, sentimos o apoio de cada vez mais gente e abraçamos os desafios que nos endereçam. O single estará a circular em breve e a “Turning The Tide” tour de 2016 que conta desde já com 10 datas espalhadas pelo território nacional, promete ainda algumas surpresas. É expectável o lançamento de um EP ainda este ano.


2. Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?
A tour de 2015 trouxe alguns momentos interessantes… nunca será uma tarefa fácil destacar os momentos mais marcantes mas as duas experiências em Vigo com os Limbo e Promethevs, o concerto no Forte de S. Nêutel em Chaves, a casa da cultura a abarrotar também em Chaves, um grande concerto de rock debaixo de chuva no Beny Sound Fest em Pereiras de Bodiosa com muitos resistentes a curtir connosco debaixo de chuva, partilhar palco com bandas como Moe’s Implosion, Besta, DarkWaters, Recensurados, Bulldozer, Smoking Beer, Madame Limousine, The Electric Reeds, Limbo, Blue Trash Can, Shutter Down, e tantas outras… 

Este ano tivemos momentos para recordar nos dois concertos… Casa cheia e um ambiente fantástico na Fora de Rebanho e em Penalva do Castelo, para além de um ambiente e de um público de excelência, a cereja no topo do bolo foi a oportunidade de termos entre o público o grande Carlos Cavalheiro, o vocalista dos Xarhanga, os precursores do hard rock e do heavy metal em Portugal ainda no início dos anos 70, e de termos passado no teste com ele!


3. Como tem sido a vossa evolução enquanto banda? São para já 3 anos de consolidação, crescimento… amadurecimento. Este é um projecto de longo curso. Queremos fazer coisas por nós mas que façam sentido para os outros. De modo geral temos sentido isso.

Assumimo-nos como uma das vozes da cena alternativa de Viseu, que tem uma qualidade inquestionável, assumimos que a música que fazemos tem conteúdo e nos nossos concertos se fala de coisas que têm também têm conteúdo.

O know-how de cada elemento, a comunicação e a presença em palco o som está cada vez mais interessante para nós e sentimos que o público também o percebe assim. Ao mesmo tempo isso também nos deixa muito espaço para crescer e para continuar a procurar cumprir com objectivos. 

Temos conseguido tirar prazer tanto a tocar para 50 pessoas como a tocar para 4000. O palco é um ambiente onde nos sentimos bem e estamos agora a tomar o gosto pelo estúdio que estamos a construir.


4. Objetivos para o futuro?A gravação de um ou dois EP’s, a captação de endorsements (somos uma banda com bastantes datas por ano e isso pode ser capitalizado por quem nos queira apoiar), e temos um interesse pouco secreto de vir a tocar no Hard Club (já esteve agendado) e no Paradise Garage bem como alguns festivais de Verão. No ano que passou tivemos oportunidade de fazer parte do cartaz do Mêda+, tal como outros. Queremos continuar nesse sentido, mas com um crescimento sustentado. 


5. Qual o grande propósito enquanto banda?
Fazer e tocar boa música. E assim ter a oportunidade de intervir no meio que nos rodeia através da forma, do método e do conteúdo.


6. Quem poderiam destacar no vosso percurso?Há algumas pessoas e/ou entidades que temos obrigatoriamente que destacar… O Luís Nunes e o Estudantino onde nos voltamos a reunir e onde o projecto tomou forma. Toda a malta dos Limbo, a malta de Shutter Down e Promethevs, a família que temos na Cadeira Amarela (a nossa agência)…

4 de fevereiro de 2016

À Conversa com... Bed Legs

O The Music Spot colocou umas questões aos bracarenses Bed Legs, que se preparam para vir mostrar em Lisboa o portentoso som de que é feito o seu disco de estreia "Black Bottle". A atuação está marcada para 20 de fevereiro no Sabotage Club. Entretanto aconselhamos vivamente a escutarem o disco e a lerem o resultado da nossa conversa com a banda.


TMS: Como surgiram os Bed Legs?

BL: Os Bed Legs surgiram num sótão, neste caso no sótão do Hélder, o baixista da banda, onde nos começamos a juntar para "dar uns toques" após uma prolífera Jam Session na República dos Inkas em Coimbra, Jam Session que reavivou o "bichinho" da música em nós.

Após alguns "ensaios" achamos que estávamos a sacar uns sons fixes, chamamos o Fernando e começamos a compor um pouco mais a sério, dos sons surgiram temas e dos temas surgiu a ideia de fazer uma banda.


TMS: É notória uma significativa evolução no som da banda do EP para este primeiro longa-duração “Black Bottle”. A que se deve essa evolução?

BL: O EP foi uma primeira experiência dos Bed Legs enquanto banda em estúdio, foi um processo de aprendizagem e felizmente teve como consequência uma cambada de concertos ao vivo. Ora quer a gravação do EP quer esses concertos todos deram a banda estrada, maturidade e outro sentido da direção que queriamos seguir, o que se reflete obviamente depois no álbum "Black Bottle", como qualquer banda fomos evoluindo com o tempo e com as experiências que vivemos. É natural que se note uma evolução.



TMS: “Black Bottle” é, acima de tudo, um pujante e cru álbum de rock’n’roll à moda antiga. Quais são as referências da banda neste género musical?

BL: No que toca à música que ouvimos somos muito ecléticos, mas dentro do rock'n'roll não podemos fugir a monstros como Jimi Hendrix, Led Zeppelin, RATM, Red Hot Chili Peppers, The Cult entre outros... 


TMS: Mas nem só de rock se faz “Black Bottle”. Que outras referências, fora do cena rock, ajudam a compor a sonoridade dos Bed Legs?

BL: Ouvimos todos cenas muito diferentes, mas tentando enumerar algumas posso adiantar nomes como James Brown, Prince, Pantera (que também têm muito Rock & Roll), os portugueses ZEN, Bob Dylan, Charles Bradley ... são muitos hehe


TMS: Vocês são oriundos de Braga, cidade que foi recentemente considerada uma das melhores cidades para viver da Europa e a melhor em Portugal. Corroboram este estudo?

BL: Como qualquer cidade Braga tem os seus prós e contras, não vamos em estudos, pode ser uma cidade maravilhosa para uns e um inferno p'ra outros...


TMS: Como explicam o grande número de bandas provenientes do eixo Braga-Barcelos?

BL: De Coimbra surgiram os Filhos do Tédio, desta zona podemos chamar-lhe um sinónimo diferente: Filhos do Aborrecimento.

Há muito talento em Braga e Barcelos, quando as pessoas se começam a mexer esse talento vem ao de cima, mas mesmo assim, a nosso ver, poderia ser bem melhor, pelo menos no que toca a Braga.


TMS: Quais as expetativas da banda para 2016?

Tocar ao vivo o máximo de vezes possível, em todo o lado e mais algum. Temos o feeling que o álbum vai resultar muito bem ao vivo, estamos ansiosos por começar a dar concertos.

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14 de novembro de 2015

À conversa com... Modern Lights

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
Ainda estamos numa fase muito inicial da tour, mas a receção tem sido boa. A malta tem sempre boas coisas a dizer sobre os concertos, sobre os temas em si, mas também sobre a energia que transmitimos. Dá para ver que o pessoal se diverte imenso nos nossos concertos e isso é o principal.

TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?
A tour é um bocado 2015/2016 portanto façam-nos esta pergunta em setembro de 2016 e logo havemos de ter uma boa resposta ;) !

TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?
Estamos muito focados em ensaiar bem para dar bons concertos. Achamos que tudo passa pela prestação ao vivo e achamos que temos vindo a evoluir bastante nesse sentido.


TMS: Objetivos para o futuro?
Para já e acima de tudo, tocar, tocar, tocar. Mas também queremos gravar um videoclipe em breve, chegar à rádio e tentar fechar alguns festivais de verão.

TMS: Qual o grande propósito enquanto banda?
Libertar a paixão pela música... Parece cliché mas ao fim do dia é verdade. Obviamente que também nos queremos divertir e ter sucesso chegando ao máximo número de pessoas possível, mas acima de tudo achamos que é no estúdio, durante a criação e as "jams" que há a faísca que dá fogo ao resto e portanto o grande propósito pensamos que seja em primeiro lugar a possibilidade de manifestar fisicamente, ou neste caso "auditivamente", os nossos sentimentos, a nossa arte. É claro que tocar ao vivo também é muito fixe! A energia que se envia para o público e a energia que se recebe do público muitas vezes também é pura magia!

TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso?
As pessoas que vão aos concertos. É a tal troca de energia que nos faz ter vontade de voltar ao palco e partilhar os temas. O pessoal do Tokyo e o pessoal do Popular Alvalade, que são as nossas "casas" em Lisboa. Adoramos lá tocar e podemos sempre contar com aquela malta para nos ajudarem em várias coisas. Os Cadeira Amarela também são super importantes porque nos proporcionaram a hipotese de aumentar bastante o número de sitios onde vamos tocar! Estamos a contar com eles para serem parceiros ainda mais "valiosos" para nós daqui para a frente!

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
Vamos tocar maioritariamente pelo Norte (Viseu, Braga, Vouzela, S. Pedro do Sul) e em Lisboa (Tokyo, Popular Alvalade). O mehor será visitarem o nosso Facebook e vejam as datas, seria um prazer receber-vos ao vivo!

10 de novembro de 2015

À conversa com.. Tales and Melodies

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
Este nosso recente trabalho tem aberto algumas portas interessantes no que respeita a oportunidades de concertos e promoção. Sinto que causa geralmente um impacto positivo e isso consegue perceber-se através das oportunidades que vão aparecendo sem que as procure.
O público, por si, tem-se mostrado interessado (pelo menos é a ideia que retenho dos concertos). Acho que a forma como o projeto se apresenta ao vivo acaba por surpreender um pouco, na medida em que, o público, neste tipo de concertos, está à espera de muito aparato, no caso de Tales and Melodies o concerto desenrola-se sobre o conceito de um gajo a dar tudo. É um conceito diferente e parece-me que, de alguma forma, causa alguma estranheza em quem assiste mas, sobre tudo, parece-me que cativo a malta.
Os próximos passos são de afirmação. Pretendemos continuar a estar aqui e por isso, mais cedo ou mais tarde (espero que mais cedo), Tales and Melodies vai apresentar coisas novas. 


TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?

Não sei se é fácil responder a esta pergunta, até porque tenho a ideia que vivo as coisas de forma tão rápida que não as consigo absorver bem mas, dentro de palco, é aquela altura em que a malta canta comigo a "there's a way back home" ou o refrão da "Dawn". Isso toca-me profundamente. 

Fora de palco, penso que, o que retenho não é apenas um momento, é mais o ambiente. Cria-se sempre um espírito engraçado em torno de cada evento. Conhece-se muita malta e cria-se alguma cumplicidade.


TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?

Bem, a banda conta com 3 aninhos de idade e, a meu ver, já sabe bem o que quer e o seu papel no mundo. É interessante comparar as expetativas do primeiro concerto e as de agora. Sempre tive a ideia de que iria fazer de Tales and Melodies o melhor que podia, ainda assim nunca fiz ideia de onde poderia chegar.

O EP "There's Always Something Related To It" foi um dos passos mais consistentes do projeto. Após o "Fresh New Start - live at TRC" procurei não deixar nada decidido pelo acaso porque sabia a importância desse trabalho. O resultado desse empenho revelou-se positivamente e pode ser avaliado pelo aumento do número de pessoas que seguem o projeto e pela quantidade de propostas que entretanto surgiram.


TMS: Objetivos para o futuro?
Continuar a existir, compor músicas e pensar sobre elas, gravar, tocá-las vezes sem conta, gravar mais uns trabalhos e começar de novo. 

TMS: Qual o grande propósito enquanto banda?
O propósito do projeto é dar formas às coisas que sinto e penso. Uso-o para me questionar sobre mim, os outros e também as relações que estabeleço com quem me cruzo. É uma forma de eu seguir o meu caminho.

TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso?
A destacar é sem dúvida a ZigurArtists, a Cadeira Amarela e o Vilametal. À sua maneira estas "famílias" têm sido tão importantes para o projeto quanto eu.

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
Ainda estamos a agendar datas para o final do ano. Neste momento está apenas garantida a data de 21 de novembro no All, em Guimarães, mas é uma questão de estar atento à pagina que novidades surgirão com toda a certeza.

1 de novembro de 2015

À conversa com... Hugo Pé Descalço

TMS: Estás neste momento a promover o teu mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
O meu trabalho é muito variado, tenta-se sempre chegar ao maior número de pessoas possível, mas já me conformei que não agrado toda a gente. Nem seria o mesmo se o fizesse. Alguma irreverência fica sempre bem.
Fora isso, quem ouve diz que gosta. O EO está aí à porta, portanto é apostar na promoção dele. E depois logo se vê.

TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?
Ui, tantos. Houve locais muito bonitos onde espero puder voltar. O Club de Vila Real leva um especial destaque, muito em parte da malta que está por trás daquilo, que domina a arte perdida de bem receber.
Trabalhar em conjunto com a Cadeira Amarela também ajudou à festa, claro.

TMS: Como tem sido a tua evolução com este projeto?
Sou suspeito para falar. Mas é uma evolução como a questão o diz. Tem que ser sempre positiva. Sendo eu um one-man band vai sempre evoluir para aquilo que gosto.



TMS: Quem poderias destacar no teu percurso?
Todos aqueles que apoiam este projecto. A Sofia, minha namorada, que faz com que ser um one-man band não tenha que se ser necessariamente solitário.

TMS: Onde te poderemos encontrar nos próximos tempos?
13 de novembro - X-Tus (Lousã)
14 de novembro - Hard Bar (Bustos)

23 de outubro de 2015

À conversa com... Bulldozer

O The Music Spot falou com os rockers viseenses Bulldozer. Eis o resultado da conversa com a banda que atuará amanhã no Estudantino, em Viseu, com Hunter's Vault.

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
Temos tido um ótimo feedback da parte de quem ouve o nosso EP Hell Is Dying For A New Soul. Também ao vivo a experiência tem sido muito gratificante para nós, e certamente para quem nos tem acompanhado nos últimos espetáculos.

TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?
Sem dúvida que o que mais nos tem marcado é ouvir o público cantar as nossas músicas. Isso dá-nos imensa força em palco, vontade de tocar e, acima de tudo, a certeza de que estamos no caminho certo. Fora de palco as histórias são cada vez são melhores: a família cresce a cada concerto que fazemos e no fim do ano teremos definitivamente que eleger o melhor momento da tour!

TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?
É uma verdadeira montanha russa, mas todo o casamento tem os seus altos e baixos. Temos aprendido muito uns com os outros e crescido individualmente como amigos e músicos.


TMS: Objetivos para o futuro?
Tocar em todos os concelhos do país e internacionalizar Bulldozer.

TMS: Qual o grande propósito enquanto banda?
Construir uma carreira sólida, reconhecida no panorama nacional que há muitos anos negligência boa música como a nossa e como a que encontramos diariamente no nosso circuito.

TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso?
Todos os que foram verdadeiros connosco e souberam criticar o nosso projeto e, naturalmente, todos os que pisaram palco por Bulldozer: o Ruizito, o Paulinho, o André, o Bux, o Júlio e o Gato.

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
24 Out - Viseu, Estudantino
30 Out - Canas de Senhorim

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O que é que está a acontecer em Viseu?

15 de outubro de 2015

À conversa com... Hug A Fly

O The Music Spot entrevistou os Hug A Fly, banda rock nortenha que está neste momento a promover  mais recente EP intitulado Crossroad.

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho Crossroads. Como tem sido a resposta de quem o recebe o vosso novo EP e quais os próximos passos?
Temos lidado com as mais diversas opiniões mas de um modo geral este nosso 1º trabalho de originais está a causar algum impacto em quem o ouve, o que é positivo. A música é feita para despertar sensações nas pessoas e penso que alcançamos esse aspeto. Próximos passos? Criar mais música, tocar mais ao vivo e evoluir.


TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?
A atuação no Oeiras Band Sessions. Noite memorável: um ambiente de grande amizade e entreajuda; sem dúvida a nossa melhor performance ao vivo; as relações estabelecidas com membros de outras bandas... uma noite que nunca iremos esquecer.

TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?
A evolução dá-se quando os membros de uma banda trabalham para que ela aconteça. No nosso caso, os ensaios são "sagrados" para nós e fazemos tudo por tudo para não falhar. Por isso temos evoluído quer individualmente, pois cada um de nós se aperfeiçoa no seu instrumento e no lugar que ocupa na banda, quer coletivamente, pois aprendemos a interagir e a conhecermo-nos. O facto de não desprezarmos as opiniões que damos uns aos outros ajuda-nos a detectar erros e a corrigi-los. isto também proporciona evolução à banda.

TMS: Objectivos para o futuro?
Como foi citado na primeira resposta: criar mais música, tocar mais ao vivo e evoluir.

TMS: Qual o grande propósito enquanto banda?
Enquanto banda queremos, em primeiro lugar, manter a união e a vontade que existe desde o primeiro dia em que reunimos. Sem união e vontade sabemos que não vamos chegar a lado algum e havendo estas duas componentes, tudo o resto se proporciona: a gravação de trabalhos originais, a realização de digressões e o reconhecimento pelo trabalho feito.

TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso?
Todos os que nos ajudaram a chegar onde atualmente estamos. 

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
Estamos atualmente com um conjunto de datas bem variadas. Vamos percorrer algumas cidades do país entre as quais Guimarães, Vila Real, Bragança, Viseu, Aveiro, entre outras. Teremos também uma ida a Salamanca. Será a nossa primeira vez fora do país.
Dia 31 de outubro vamos estar em Bragança no Rio LiveConcept com os Ledderplain. Apareçam! ;)

31 OUT - RIOLIVECONCEPT, BRAGANÇA
13 NOV – X-TUS, LOUSÃ
14 NOV – HARD BAR, BUSTOS
20 NOV – FNAC, VISEU
4 DEZ – ALL GUIMARÃES, GUIMARÃES
5 DEZ – LA SOCIEDAD, SALAMANCA
18 DEZ – BAR DA PONTE, VOUZELA
19 DEZ – ESTUDANTINO, VISEU

11 de outubro de 2015

À conversa com... Smoking Beer

O The Music Spot entrevistou os Smoking Beer, banda viseense que se prepara para lançar EP novo no final do mês.

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
As respostas tem sido sempre positivas de apoio para continuar o nosso trabalho, os próximos passos serão a promoção do EP que sai no fim do mês de outubro e caminhar para o primeiro álbum da banda.

TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?

O momento mais marcante... são todos... todos os momentos são marcantes cada um da sua forma. Vivemos os concertos de forma muito intensa e isso tem-se traduzido em vivências bastante especiais. 

TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?
A nossa evolução tem sido gradual. Tivemos algumas entradas e saídas, várias formações... teve que haver um período de adaptação mas agora sim! estamos a trabalhar na máxima força! São dez anos de uma banda que sentimos estar a marcar uma historia... Estamos a criar uma banda sonora para muita gente!


TMS: Objetivos para o futuro?
Queremos fazer da música a nossa vida. Todos nós temos trabalhos paralelos à musica... Ainda não conseguimos pagar as nossas contas como músicos.

TMS: Qual o grande propósito enquanto banda? 
Os concertos! Tocar... é poder partilhar com todos a nossa mensagem e a nossa música. 

TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso? 
Todos são de destacar pois sem cada um dos que estão e dos que já passaram não teria sido possível chegar até aqui. 

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
Estamos a preparar um conjunto de datas para divulgar brevemente. Queremos que o lançamento do EP e a celebração dos 10 anos de existência da banda sejam um marco para Smoking Beer. De todo o modo podemos adiantar que depois da atuação de 10 de outubro no X-tus na Lousã, estaremos no dia 28 de novembro no La Sociedad Hard Rock em Salamanca.

4 de outubro de 2015

À conversa com... Lavoisier

O The Music Spot teve a oportunidade de entrevistar os Lavoisier, um dos projetos mais interessantes da música portuguesa.

TMS: Estão neste momento a promover o vosso mais recente trabalho. Como tem sido a resposta de quem o recebe e quais os próximos passos?
O mais suspeito, da nossa parte, seria dizer que está a ser recebido muito bem e que quem o adquire fica muito satisfeito, por isso não o digamos! ;) Mas podemos dizer que o trabalho nele realizado, reúne 3 anos de pesquisa e atenção sobre uma cultura cada vez mais viva, cada vez mais presente e dada à discussão. Os próximos passos dão-se com certeza a partir do que se fez, mas com novas perspetivas e preocupações audiófilas, aparecem assim outras palavras com força suficiente para se dizerem. 

TMS: Qual o momento mais marcante da tour 2015 (dentro ou fora de palco)?

O festival do silêncio em Lisboa de facto ocupará um lugar no pódio, mas a Tour que está para vir em novembro ao Brasil aguarda-se com grande expetativa!
Um bastante marcante foi a viagem até Salva Terra do Extremo, passando por Penha Garcia e Idanha-a-Nova, respirar o mesmo ar de uma "Maria Faia" ou de uma Senhora do Almortão, tão bem cantada pela maravilhosa e única Catarina Chitas, culminando com a Patrícia cantado literalmente de costas para Castela, foi mágico!

TMS: Como tem sido a vossa evolução enquanto banda?
Sem a distância necessária para poder responder a esta pergunta, continuamos parecidos ao que éramos mas mais bonitos. :)
Têm-se trabalhado e com isso vamos adquirindo mais ferramentas que nos abrem o espectro de possibilidades/ Evolução.


TMS: Objetivos para o futuro?
Continuar a trabalhar no novo álbum e partilhar o nosso projecto com o mundo


TMS: Qual o grande propósito enquanto banda?

Kandinsky disse que qualquer ser humano é regido por uma necessidade interior, não existe maior propósito para nós do que continuar a fazer música e dessa maneira obedecer a essa mesma necessidade.



TMS: Quem poderiam destacar no vosso percurso?

Houve de facto muita gente que poderíamos trazer como resposta a esta pergunta, mas falamos de alguns que nos marcaram mais.
Carlos Bica, com o qual tivemos a oportunidade de tocar em Berlim e conhecer um indivíduo que tanto tem contribuído para o estatuto de músico português no mundo, que cada vez é mais valorizado, jamais esqueceríamos o nosso querido mestre, mentor e amigo, técnico de som José Fortes que tanto fez para valorizar os músicos portugueses com o seu trabalho e dedicação à arte de "captar emoções através do som", o encenador João Garcia Miguel a par com o grande artista Miguel Borges, que nos introduziram ao mundo da dramaturgia portuguesa, e que grande que ela é. 
O Tiago Pereira, Mike Stellar e Miguel Augusto Silva a destacar pelo entusiasmo e dinamização do nosso trabalho.

TMS: Onde vos poderemos encontrar nos próximos tempos?
-10 de outubro no Clube Lusitano em Lisboa,
-17 de outubro no Teatro Virgínia em Torres Novas,
-23 de outubro no Le Foyer em Lisboa,
-25 de outubro a 24 Novembro tour no Brasil,
- 3 de dezembro TMG Outonalidades na Guarda,
- 7 a 17 de dezembro em Berlim Alemanha,
-19 de dezembro Salão Brazil em Coimbra.

29 de julho de 2015

À conversa com… Benjamim

Fizemos algumas perguntas a Benjamim, músico que se encontra a meio de uma grande digressão de apresentação de Auto-Rádio, o seu disco de estreia. Em Volta Portugal em Auto-Rádio, percorre o país em 33 datas consecutivas, que terá como um dos pontos altos a atuação no Festival BONS SONS. Benjamim vai viver a Aldeia a 13 de agosto.

TMS: O que te levou a deixares Londres e as canções em inglês e partires para esta nova fase da tua carreira cantando em português?

B: No fundo comecei a sentir a necessidade de reflectir mais profundamente sobre a minha identidade, de onde venho e para onde vou. As notícias vindas de Portugal também contribuíram, senti que há muita coisa para escrever. Também acho que a minha geração precisa que escrevam sobre ela, não dá para fazer isso em inglês. Depois também não fazia sentido escrever em português e ficar em Londres.

TMS: De que forma o facto de trabalhares com músicos que trabalham contigo há algum tempo (João Correia, Nuno Lucas, António Vasconcelos Dias) facilita esta tua metamorfose?

B: De certa forma facilitou, somos dos melhores amigos que a vida pode dar. Mas ao mesmo tempo tornou as coisas mais complicadas porque mudar é sempre difícil e havia uma bagagem que vinha de trás que colocou muita pressão no disco. Foi preciso começar do zero e este processo foi a coisa mais difícil pela qual passei. Dito isto, eles foram absolutamente fundamentais nesta história, são músicos do outro mundo.



TMS: O Alentejo serve de inspiração às letras das novas canções?

B: Claro. O Alentejo é incrível. Há referências ao Alentejo e histórias que passaram directamente a canções.

TMS: Deve ser também complicado fugir ao tema da difícil situação do nosso país… Há espaço para esta temática nas tuas letras?

B: Há, claro. Não é um disco político, é um disco mais geracional, a política anda pelas ruas da amargura. Infelizmente.


TMS: Na tua nova canção cantas “só quero sobreviver ao Tarrafal..”. E ao Alvito em dias de calor tórrido, como se sobrevive?

B: Sobrevive-se sem t-shirt ou com um mergulho na barragem, é mais fácil do que sobreviver ao Tarrafal.


TMS: Na parte final da tua digressão “Auto Rádio” atuas no primeiro dia Festival Bons Sons. Quais as tuas expetativas para esse concerto na Aldeia de Cem Soldos?


B: Estamos cheios de pica, claro. Mas tentamos gozar um concerto de cada vez, é bom estarmos a tocar por todo o lado e saber que vamos passar por um festival com a dimensão do Bons Sons. As nossas expectativas são tocar o melhor possível e vender 1.000.000 de discos.


TMS: Tens curiosidade em ver algum dos artistas/bandas que atuam nesse mesmo dia no Bons Sons?
B: Quero ver tudo!


21 de agosto de 2014

À Conversa com... Gonçalo Kotowicz (The Quartet of Woah!)

O The Music Spot teve a oportunidade de entrevistar Gonçalo Kotowicz, guitarrista e vocalista dos The Quartet of Woah!, banda que viu recentemente marcada a sua passagem pelo Vagos Open Air por excelentes críticas à sua atuação. Aproveitámos, entre outras questões, para sabermos alguns pormenores do álbum que está a ser preparado pela banda.

TMS: O vosso disco de estreia foi um espantoso álbum conceptual. O segundo álbum, em que se encontram a trabalhar, será do mesmo género?
GK: Antes de mais obrigado por esta entrevista! O novo trabalho não será conceptual no mesmo sentido que o Ultrabomb foi, uma vez que não existe um livro, uma história em que nos tenhamos inspirado como no primeiro trabalho, mas tem um conceito no qual nos debruçámos para escrever os temas novos, chamemos-lhe uma ideia global que estará presente nos temas novos. O conceito é que para já fica só para nós!

TMS: Apresentaram recentemente "BackwardsFirstliners", um novo single que é uma autêntica parede sonora. Musicalmente, o que devemos esperar do vosso próximo LP?
GK: O "Backwardsfirstliners" não fará parte do novo disco, é algo que quisemos por cá fora como single órfão mais para oferecer algo aos fãs e que nos surgiu naturalmente num ensaio em que estávamos pura e simplesmente a curtir. Sentimos que tinha potencial e que era, em termos sonoros, algo diferente do que tínhamos feito no Ultrabomb sem perder o nosso cunho. Isso e a vontade de começar a tocar temas novos, levou-nos a ir ter novamente com o Fernando Matias e gravar o "Backwardsfirstliners". Do próximo disco creio que podem esperar mais rock com alguns devaneios que quisemos experimentar e explorar. A sonoridade será talvez diferente deste single, mas com o mesmo peso e certamente com a mesma intensidade em termos líricos.


TMS: Divides com o Rui Guerra (teclista da banda) os vocais nas canções dos TQOW. Como funciona o processo de composição?
GK: Desde o início que decidimos que ambos iríamos assumir as vozes principais não só por em anteriores projectos termos essa responsabilidade mas também por sentirmos que as nossas vozes casavam bem. Tínhamos também desde o início a ideia de apostarmos nas harmonizações e de chegarmos ao ponto de ser possível cantarmos todos dando assim uma riqueza harmónica maior às nossas canções. Em termos de composição não há uma regra concreta de quem assume a voz principal em cada tema, é mais a própria orgânica da canção, a nota em que está ou o tipo de ambiente que queremos criar. O Rui é tenor, eu sou barítono por isso é uma coisa mais ou menos natural. No single novo, por exemplo, era para ser o Rui a cantar tudo, mas depois experimentámos fazer o género de “pergunta/resposta” e achámos, lá está, que a música ficava muito mais rica.

TMS: De que forma é que o facto de praticar artes marciais interfere na energia que empregas na música?
GK: Interfere bastante para ser honesto, até porque encaro o Jujitsu e a música da mesma forma. Não consegues pular, correr, saltar para o chão vezes sem conta se não estiveres em boa forma física ou pelo menos lá perto. Alguns dos nossos concertos são de apenas 30 minutos, mas 30 minutos de grande intensidade e as artes marciais, no meu caso o Jujitsu, ensinaram-me a respirar, a não perder a energia toda logo no primeiro tema, a saber quando atacar e quando repousar. O resto é a nossa própria energia e o prazer que tiramos em tocar uns com os outros que nos faz colocar tanto na nossa música e a alegria e a energia com que o fazemos, deixa as pessoas entusiasmadas connosco.

TMS: O que pensas acerca de os Quartet serem considerados, enquanto banda de rock, uma das melhores atuações ao vivo em festivais de metal?
GK: Acho graça e deixa-me bastante feliz, claro! O primeiro festival que fizemos do género foi o Moita Metal Fest e a verdade é que estava um pouco receoso do que podia vir dali… porque somos rock, porque harmonizamos, por uma série de razões que vocês devem compreender, mas isso desapareceu logo assim que percebemos que a nossa música apela bastante aos fãs de Metal, talvez porque temos uma série de influências de bandas que são igualmente importantes para a música Metal ou talvez pela forma enérgica com que tocamos e gostamos de “partir tudo”. Recentemente no Vagos Open Air foi isso mesmo que aconteceu, nós chegámos e entrámos em palco a matar, porque é assim que tem de ser! É ótimo ler tudo o que tem sido escrito sobre nós nas reportagens desses festivais.

TMS: Sendo os TQOW uma das bandas que mais “rocka” em Portugal, porque achas que têm ainda tão pouca exposição nomeadamente nas rádios e nos grandes festivais?
GK: Bom, uma vez que o ano passado estivemos no SBSR e no palco principal da Festa do Avante, francamente já estava à espera que não estivéssemos nos grandes festivais deste ano, mas existem claro, outras razões para isso que nem tento perceber quais são… De qualquer forma temos a exposição em todos os outros onde estivemos este ano. Para as rádios percebo que seja mais complicado para além daquelas que nos continuam a apoiar como a Antena 3, a Super FM ou a RUC, porque não fazemos temas de três minutos e isso infelizmente é impeditivo em muitas estações. O facto de não termos uma grande máquina promocional como outras bandas da mesma dimensão têm, justifica e muito essa pouca exposição, por isso temos de nos fazer valer dos bons concertos e dos bons discos para continuar a cativar as pessoas. Trabalhar sempre mais, mais e mais.


TMS: Os The Quartet of Woah! vão apresentar-se a 6 de setembro no WoodRock Festival, em Quiaios, Figueira da Foz. Como será o show neste festival? Vão apresentar novo material aos fãs?

GK: O material do novo disco ainda não está pronto para ser tocado ao vivo, ainda faltam muitos pormenores para ser tocado já em setembro e nós não gostamos de apresentar as coisas coxas. Mas o "Backwardsfirstliners" já não sai do repertório!
Quanto ao que podem esperar para o show será muito rock, muito suor, muita diversão da nossa parte e para quem estiver a assistir. Será sempre assim, estejam 10 ou 10.000 pessoas à nossa frente.

O The Music Spot agradece a Gonçalo Kotowicz a sua disponibilidade para esta entrevista. Não percam a oportunidade de o ver com os The Quartet of Woah! em palco.

17 de julho de 2014

À Conversa com... Raí dos Keep Razors Sharp

Na véspera de um dos mais importantes concertos da curta existência dos Keep Razors Sharp falámos com Raí, um dos elementos deste projeto de rock lisboeta. Os Keep Razors Sharp sobem amanhã ao Palco Antena 3 do Super Bock Super Rock.


TMS: Qual é o estado de espírito da banda, na véspera de pisarem o palco do Super Bock Super Rock, um dos mais importantes festivais nacionais?
Raí: Motivados, ansiosos por mostrar a nossa música a um público mais vasto. Vai ser um concerto marcante para nós, esperamos que para o público também.

TMS: O que podemos esperar dos concertos dos Keep Razors Sharp no Super Rock?
Raí: O nosso máximo, não vamos entrar com meias medidas.

TMS: Qual é a tua relação com estes grandes festivais?
Raí: Sempre os frequentei, já vi grandes concertos em festivais. Um dos mais marcantes foi Neil Young em Vilar de Mouros debaixo de chuva, foi incrível. Oportunidade de ver bandas que tenho seguido em disco. No Alive consegui ver Cass Mccombs, Unknown Mortal Orchestra e The War on Drugs na mesma tarde, e que tarde. São sets mais pequenos do que se tocarem em nome próprio, mas consegues ter uma ideia do que são ao vivo.


TMS: Fazes parte igualmente dos The Poppers, outro projeto de rock. O que marca a diferença entre as duas bandas em termos de sonoridade? 
A ideia quando nos juntámos em Razors foi fazer algo diferente do que tínhamos feito até então. Respondendo à tua pergunta, ambos são rock, mas com abordagens estéticas completamente diferentes. Acho que o som de Razors sempre esteve eminente dentro de cada um de nós, tivemos a sorte de nos encontrar nesta fase das nossas vidas e compor estas canções. A vida é caprichosa. 

TMS: Há algum concerto em particular que vás aproveitar para ver no SBSR?
Sim, Tame Impala Jake Bugg, Kills, Cat Power e claro Legendary Tigerman e Dead Combo, dos quais sou fã assumido.

TMS: Têm uma previsão para data de lançamento do disco de estreia?
Raí: Contamos editar o disco no último trimestre deste ano. Temos estado a fazer sessões de gravação e vamos continuar até ao fim do verão.


12 de setembro de 2013

À Conversa com... Miguel da Bernarda (Brass Wires Orchestra)

No mês em que os Brass Wires Orchestra completam dois anos, estivemos à conversa com Miguel da Bernarda, frontman daquela que é uma das bandas revelação nacionais.

Saídos das ruas da capital, os BWO passaram para o palco do concurso de bandas Hard Rock Calling Lisboa, que venceram em 2012. A vitória neste concurso serviu-lhes de trampolim para o Hyde Park, Londres, onde abriram o Palco Hard Rock Rising.

A partir daí marcaram presença em alguns dos mais importantes festivais nacionais e preparam-se agora para lançar o álbum de estreia em que pretendem mostrar ao mundo que em Portugal também se faz indie folk rock de grande qualidade.


TMS - Os Brass Wires Orchestra são formados por oito elementos. Como funciona o processo de composição das músicas e das letras da banda?
MB - A composição começa sempre comigo, sozinho em casa. Depois levo as minhas composições e ideias para os ensaios e cada um trata de oferecer à musica o seu input.


TMS - Neste curto período de existência já tiveram a oportunidade de tocar em diversos eventos como no Hard Rock Calling, em Londres, no Paredes de Coura, no Mexefest, no Optimus Alive, para além de terem feito a primeira parte de Bon Jovi em junho, entre outros. De todos qual o concerto que mais vos marcou?
MB - Todos tiveram a sua importância. Se bem que talvez em termos pessoais e técnicos tenha gostado bastante de ter tocado no Mexefest. Na opinião geral diria que Optimus Alive terá sido para a maioria como "o concerto" até agora.


TMS - Como foram recebidos em Inglaterra no Hard Rock Calling?
MB - Em Inglaterra fomos muito bem recebidos. Apesar de ao mesmo tempo estarem outras bandas, noutros palcos ainda tivemos uma boa audiência apesar de tocarmos no primeiro slot.


TMS - Nas plataformas sociais reparei que têm o cuidado de comunicar com os vossos fãs também em inglês. Planeiam apostar na internacionalização?
MB - A internacionalização sempre foi um objectivo para BWO. Nunca pensámos de outra forma e vemos bastante potencial na nossa música para o conseguir com algum sucesso.


TMS - Já existe uma data para lançamento do álbum de estreia?
MB - O lançamento ainda não está agendado, mas será certamente para um futuro muito próximo.


TMS - Quem está encarregue da produção do disco?
MB - A produção do disco esteve ao encargo dos nossos amigos dos BlackSheep Studio,s Makoto Yagyu e Fábio Jevelim. A masterização foi feita em Londres nos Abbey Road Studios pelo Frank Arkwright que já masterizou Arcade Fire.


Entretanto os Brass Wires Orchestra anunciaram que o próximo concerto vai simbolizar um passo muito importante no percurso da banda. Acompanhem as novidades no Facebook dos BWO ou no nosso blog.

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