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28 de setembro de 2013

Hot Stuff na festa do hard rock nacional

Foi na passada quinta-feira que os Hot Stuff se reuniram para o primeiro de dois concertos comemorativos dos 20 anos do lançamento de "Kind of Crime" um dos discos hard rock nacional de maior sucesso.

O palco escolhido foi o do Hard Rock Cafe Lisboa, numa noite em que apresentou casa cheia para assistir à Warm Up Party dos Hot Stuff, dois dias antes de subirem ao palco do Coliseu onde abrirão para Russ Ballard e Gun.


A banda apresentou os membros originais Marcelo Vieira Rodrigo Leal e Mário Peniche, tendo sido convidado o guitarrista Alexandre Hard para o lugar de Solly Hazan, o único ausente da primeira formação.

Não faltaria uma secção de metais de três elementos, que preencheu temas com sonoridade mais funk como "Billy Boy" ou "On My Phone". O exíguo palco tornava-se então pequeno para os sete músicos, mas nem isso prejudicaria a performance da banda.

Marcelo Vieira, o frontman original, com um visual radicalmente diferente daquele com que era visto no princípio dos anos 90, mantém a sua capacidade vocal atingindo os registos mais agudos com a mesma precisão.

Desfilaram vários temas do primeiro álbum, antes de ser chamado ao palco Mauro Coelho, a voz que gravou em 1994 o segundo LP, "Things Like That". Mauro cativa com a sua voz igualmente poderosa em "Boogieman", antes de dois dos momentos altos da noite: a cover de "Let's Get Rocked" dos Def Leppard em dueto entre Mauro e Marcelo e "Hot Stuff" o tema que levou os levou aos tops nacionais há duas décadas.

A memorável noite prolongar-se-ia com a interpretação de mais um tema da cada um dos álbuns da banda e para fim de festa os Hot Stuff partilhariam o palco com músicos convidados. Ouviriam-se então alguns dos hinos hard rock de Van Halen, Def Leppard e Deep Purple. Neste último a voz de Rodrigo Leal encaixaria na perfeição, demonstrando manter excelentes dotes vocais, para além de continuar um enorme músico atrás da bateria.

Resta a oportunidade de os verem esta noite, 28 de setembro, no Coliseu.

Setlist do concerto

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14 de setembro de 2013

Secret Lie ao vivo em Linda-a-Velha

Os Secret Lie apresentaram-se em Linda-a-Velha para mais um concerto da sua "Secret Tour 2013", que tem tido um verão bem preenchido em termos de agenda.

A banda de sete elementos é uma máquina rock bem oleada, constituída por músicos muito experientes e que tem como mentor, compositor e violinista Pedro Teixeira da Silva (Corvos). Ao vivo mostram um som mais pujante do que aquele que se ouve no excelente álbum de estreia "Behind The Truth".


Assentes numa poderosa secção rítmica, os Secret Lie iniciaram o concerto com um instrumental em que a presença do violino de Pedro Teixeira da Silva marca a diferença. A banda completa-se com a cristalina e potente voz de Sara Madeira, que entra em palco vestida de branco, contrastando com os restantes elementos que vestem de negro.

A química entre os músicos é fantástica, que com grande à vontade em palco mostram uma grande empatia que cativa também o público.

Há espaço para cada músico mostrar o seu valor e Tó Pica, na guitarra solo, brilha a grande altura não só no seu solo, mas durante todo o concerto, evidenciando o virtuosismo de um dos grandes guitarristas nacionais.

Com uma sonoridade a piscar o olho a fãs de bandas como Evanescence ou Within Temptation, atacam com a mesma competência "Creep", o hino dos Radiohead.

Depois de apresentarem um novo tema que integrará o próximo álbum da banda ("Little Taste of Fun"), o concerto termina em apoteose com uma segunda interpretação do seu maior êxito, "I Can Be Free", com Tó Pica e Nuno Correia (baixista) a tocarem fora do palco, bem junto ao público para delícia dos fãs que aí se encontravam.

Ao fim de mais de hora e meia o espetáculo chegava ao fim. Não faltou a pirotecnia, que em certos momentos trouxe mais calor ao concerto (literalmente). Os Secret Lie irão continuar a sua cada vez menos "Secret Tour", mostrando que estão preparados para voos mais altos.

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8 de setembro de 2013

"Grass" Wires Orchestra no Jardim da Tapada das Necessidades

Foi numa solarenga tarde de final de verão que os Brass Wires Orchestra se apresentaram no verdejante cenário do Jardim da Tapada das Necessidades, perante uma descontraída multidão.

Formados em 2011, os Brass Wires Orchestra contam já no seu currículo com atuações nos festivais Hard Rock Calling 2012 (Londres), Paredes de Coura 2012 e Optimus Alive 2013, para além de terem aberto para os Bon Jovi na última passagem dos americanos por Lisboa.

A banda apresentou-se em palco, ou melhor, no relvado com a sua formação de oito elementos reforçada por uma secção de cordas composta por dois músicos. Durante mais de uma hora e entre apelos ao amor e  às fotos para o Instagram da banda, os Brass Wires Orchestra apresentaram as canções que farão parte do álbum de estreia a lançar muito brevemente. "Tears of Liberty" e "People & Humans" mostraram o lado mais festivo da banda, enquanto que a igualmente belíssima,  mas mais melancólica "Wash My Soul" terá feito entre os presentes exatamente aquilo que o título encerra.

O som folk rock da banda vem conquistando cada vez mais fãs, e os que marcaram presença com certeza não saíram com as expetativas defraudadas. Excelente o ambiente vivido nesta tarde, neste concerto integrado no Meo Out Jazz.