17 de janeiro de 2018

“Nação Valente” de Sérgio Godinho é editado dia 26 de janeiro



“Nação Valente” traz-nos de volta ao conforto e inquietação que Sérgio Godinho nos tem proporcionado ao longo da sua carreira. Mas transporta-nos ainda para territórios poéticos e musicais de alguma forma inéditos na obra do cantautor e que ilustrarão, seguramente, os seus futuros “best of” - um conjunto de temas que pode muito bem representar aquele que tem sido o “nosso” quotidiano na presente década.

Nação Valente” chega às lojas no próximo dia 26 mas já pode ser encomendado no iTunes. Os concertos de apresentação em Lisboa e Porto terão lugar dias 23 e 24 de Fevereiro no Capitólio e 3 e 4 de março na Casa da Música estando os bilhetes disponíveis a partir de hoje nas salas e locais habituais.
Sucessor do galardoado e muito aplaudido “Mútuo Consentimento”, “Nação Valente”, o 18.º álbum de estúdio, quebra os sete anos que Sérgio Godinho esteve sem gravar novas canções. Sete anos sem gravar, mas não de silêncio, nem sem editar. Em 2013, edita “Caríssimas Canções”; em 2014 “Liberdade”; e em 2015, com Jorge Palma, edita “Juntos Ao Vivo No Theatro Circo”, disco que recentemente recebeu o Galardão de Ouro. Entre a música, Sérgio Godinho apropria-se do sobrenome de contador de histórias e lança-se na edição, primeiro de um livro de contos, “Vida Dupla” (2014), depois o seu primeiro romance, “Coração Mais que Perfeito” (2017).
Este é, portanto, um regresso muito desejado. “Nação Valente” tem produção de Nuno Rafael, um dos seus habituais “assessores”, e conta com a partilha na composição das canções com alguns dos nomes que Sérgio Godinho mais respeita da música nacional. Falamos de nomes como David FonsecaFilipe RaposoHélder GonçalvesPedro da Silva Martins ou um velho companheiro, José Mário BrancoMárcia é outro dos nomes que aparece aqui, por ter o único tema no disco para o qual Sérgio Godinho faz uma versão. “Nação Valente” tem a ainda a colaboração do “multidisciplinar” Filipe Melo que soma à sua participação enquanto músico, os (memoráveis) arranjos para cordas e sopros.
Nação Valente” chega às lojas a 26 de janeiro de 2018. Para a divulgação das novas canções, Sérgio Godinho convidou o jovem realizador Afonso Mota para a concepção de 10 vídeos que serão publicados periodicamente até à data da chegada às lojas de “Nação Valente”. O primeiro tema a ser revelado é “Tipo Contrafacção”, o videoLetra pode ser visto aqui:


[Comunicado de imprensa]

16 de janeiro de 2018

16.º Festival Sons de Vez começa a 3 de fevereiro


O Festival Sons de Vez, considerado o “primeiro festival do ano”, está de regresso a Arcos de Valdevez para celebrar a sua 16ª edição. Durante dois meses, o Minho dá voz à música portuguesa com talentos emergentes e consagrados, numa mostra de música que acontece todos os fins de semana na Casa das Artes de Arcos de Valdevez. Em simultâneo, decorre a votação dos Iberian Festival Awards, para a qual está nomeado, pelo terceiro ano consecutivo, nas categorias de Best Indoor Festival, Best Small Festival, Best Line-up e Best Communication.

Carlão tem as honras de abertura desta edição a 03 de Fevereiro. Trazendo na bagagem o álbum “Quarenta”, que teve como primeiro single o estrondoso sucesso “Os Tais”, o EP “Na Batalha” e os singles de 2017 “Agulha No Palheiro” e “Viver Pra Sempre”, os veraneantes primeiros avanços do álbum a ser editado durante este ano, o ex-vocalista dos Da Weasel mostra em palco o porquê da sua longevidade.

O fim-de-semana seguinte, mais concretamente o dia 10 de Fevereiro, traz dupla proposta de programação. Primeiro Miguel Tela, que se inspira na escrita pictórica do malogrado artista arcuense Nurmi Rocha e que nos traz a palco o seu álbum de estreia “Embriaguez”. E logo depois, Frankie Chavez que conjuga diferentes tipos de sonoridades, um blues/folk composto por ambientes limpos e por outros mais crus e que mostra ao vivo “Double or Nothing” o segundo longa duração da sua carreira, inspirado na experiência da paternidade.

A 17 de Fevereiro, e a celebrar 15 anos de carreira, os inconfundíveis Linda Martini. Banda de destaque no panorama atual do rock português, trazem uma mão cheia de sucessos e o mais recente single “Gravidade”, agraciado pela crítica, depois de esgotarem o Coliseu de Lisboa num confronto direto com Legendary Tigerman, que é também uma das propostas desta 16ª Edição.

O mês encerra a programação a 24 de Fevereiro com o repetente nestas andanças, e no Sons, Jorge Palma, que dispensa apresentações. Com mais de 40 anos de carreira é um nome incontornável na música, na qualidade de compositor, poeta, intérprete e exímio pianista. Traz na algibeira o recente disco “Com todo o respeito”, mas sem dúvida não faltarão ao seu repertório temas clássicos que o imortalizaram.


A 03 de Março, o palco é entregue aos portuenses Blind Zero. A banda apresenta-se em formato acústico, um registo mais subtil mas sem perder a identidade, com aquele que é o oitavo disco da sua carreira: "Often Trees”. Editado no final de 2017, surpreende pela sua intemporalidade, o que revela a enorme criatividade deste colectivo liderado por Miguel Guedes.

O Festival Sons de Vez não abranda, e a 09 de Março apresenta dose dupla com Legendary Tigerman e Pedro e os Lobos. Influenciado pela tradição e pelas raízes do blues original de Mississippi, Paulo Furtado, que se deu a conhecer pelo alter-ego de Legendary Tigerman, é o perfeito exemplo de one-man band show. Pedro e os Lobos, por sua vez, é um projeto solitário e ousado que cruza vários estilos musicais dentro do universo rock; idealizado pelo guitarrista Pedro Galhoz, poucos são os projetos que se orgulham de reunir tamanho elenco de luxo nas suas colaborações.

No penúltimo fim-de-semana de Março, dia 17, são os Anaquim que assumem o controlo. Inspirados nos cantautores portugueses ligados à revolução, na canção francesa, na música country e, ainda, no blue grass, lançaram recentemente “Um Dia Destes”, disco que teve entrada direta para o 8.º lugar do Top Nacional de Vendas. Na primeira parte, Ricardo Azevedo, o projeto a solo do ex-vocalista de Ez-Special, já com quatro álbuns editados, o último dos quais intitulado “Kaizen”.

O Sons de Vez termina a 24 de Março com duas bandas. A primeira parte fica com os arcuenses Carolina Drama, que trazem o EP de estreia “Memento Mori”; movidos pelo rock n’ roll, a sua frase de eleição é, sem pensar muito, “começar do zero e chegar ao topo”. Logo depois, a banda de rock norte-americana The Last Internationale, formada pela vocalista Delila Paz e pelo guitarrista Edgey Pires. Conhecidos pelas suas letras de consciencialização social, assistiram recentemente à entrada na formação do lendário baterista Brad Wilk, ex-Rage Against the Machine; o disco “We will reign”, de 2014, teve inclusive honras de apresentação no programa televisivo “Late Show with David Letterman”. Os concertos têm sempre início marcado para as 23h00 e os bilhetes, que variam entre 6 e 15€, são colocados à venda na semana respeitante a cada concerto.

[Comunicado de imprensa]

3 de janeiro de 2018

Melhores EPs nacionais de 2017


1. Minta & The Brook Trout - Row

2. Miss Lava - Dominant Rush

3. Da Chick - Call Me Foxy

4. Lince - Drops

5. Cassete Pirata - Cassete Pirata

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Melhores discos nacionais de 2017

31 de dezembro de 2017

Melhores discos internacionais de 2017


1. The War On Drugs - A Deeper Understanding


2. Deep Purple - inFinite

3. Steven Wilson - To The Bone


4. Crazy Lixx - Ruff Justice

5. Courtney Barnett & Kurt Vile - Lotta Sea Lice

6. Wolf Alice - Visions of a Life

7. Anathema - The Optimist

8. Robert Plant - Carry Fire

9. The National - Sleep Well Beast

10. John Mayer - The Search for Everything

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30 de dezembro de 2017

Melhores discos nacionais de 2017

1. The Poppers - Lucifer


2. Brass Wires Orchestra - Icarus


3. Miguel Araújo - Giesta


4. Benjamim & Barnaby Keen - 1986


5. Tomara - Favourite Ghost


6. The Quartet of Woah! - The Quartet of Woah!


7. Moonspell - 1755


8. Time For T - Hoping Something Anything


9. Luís Severo - Luís Severo


10. Alexander Search - Alexander Search


11. Stone Dead - Good Boys


12. Rasgo - Ecos da Selva Urbana

 
13. The Lazy Faithful - Bringer of a Good Time

 
14. Manuel Fúria e os Náufragos - Viva Fúria


15. Surma - Antwerpen

 
16. Frankie Chavez - Double Or Nothing


17. Tiago Bettencourt - A Procura


18. Madrepaz - Panoramix


19. Mazgani - The Poet's Death


20. Grandfather's House - You Got Nothing To Lose


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29 de dezembro de 2017

Heavenwood celebram 25 anos de carreira no Hard Club

Os HEAVENWOOD celebram no ano corrente de 2017 uns preciosos 25 anos de carreira. A banda da cidade invicta reúne até à data um vasto leque de seguidores nacionais e internacionais que certamente estarão presentes esta noite na Sala 1 do Hard Club, em carne ou em espírito! A primeira parte terá como bandas suporte convidadas: EQUALEFT, SHADOWSPHERE e os IN VEIN.
 

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28 de dezembro de 2017

Cinco novos nomes no Tremor 2018

Começam a ganhar contornos definitivos os caminhos programáticos para a edição de 2018 do Tremor, a ter lugar entre 20 e 24 de Março, em São Miguel, nos Açores. Arrancamos com a nostalgia psicadélica dos BOOGARINS e do mais recente Lá Vem a Morte, editado com rasgo de surpresa em Junho deste ano. Ao quarto disco, Benke, Ynaiã, Raphael e Dino Almeida, ou (para simplificar) quatro dos mais entusiasmantes rock'n'rollers do universo lusófono que já fizeram a rota de Pedro Álvares Cabral, voltam a colocar o Brasil no mapa das novas experiências electrónicas internacionais. É também de novas fronteiras que se fala quando se invoca o nome de MDOU MOCTAR, errante tuaregue, dividido entre a electrónica, a takamba e assouf. Mdou canta sobre o Islão, a educação, o amor e a paz, com ventos quentes a soprarem dos desertos do Níger, guitarradas futuristas e coros espaciais.


Por outras coordenadas encontramos a THE MAUSKOVIC DANCE BAND, aventura musical de Nicola Mauskovic (baterista de Jacco Gardner), desenhada em estúdio com os amigos Donnie Mauskovic, Em Nix Mauskovic e Mano Mauskovic. Apalpando o afrobeat dos 70, a cumbia e todo o som hipnótico capaz de provocar a dança mais balançada e sentida, o colectivo é, hoje, signo definitivo de festa, tendo já percorrido os mais interessantes palcos mundiais e clubes europeus.

Lo-Fi Moda, ou a forma como os ERMO radiografaram o ser humano contemporâneo, será, indiscutivelmente, um dos discos deste ano de 2017. Na neblina entre o analógico e o digital, num mundo que, como dizem, se engole na virtualidade, encontramos nestes “novos” Ermo aquele que é, por ventura, o seu mais perfeito casamento entre a música (electrónica, fragmentada, esparsa) e a lírica (densa, pensante, humana).

Dos Açores para o Cosmos, seguimos com os 4 _nautas que dirigem VOYAGERS, nave repleta de equipamentos futuristas, comandados em tempo real. Uma viagem no tempo, que nos liberta do espaço e nos transporta para universos paralelos de interacção audiovisual. O seu espectro é um buraco negro inominável mas com uma tangente definida, apontada ao movimento de libertação corporal, através da transversalidade da dança, da festa em estado puro com carimbo insular.

Os novos nomes juntam-se aos já anunciados DEAD COMBO, ALTIN GÜN, THE PARKINSONS, LONE TAXIDERMIST e WE SEA. A quinta edição do Tremor apresentará mais detalhes sobre a programação interdisciplinar do festival, que receberá concertos, espectáculos e interacções na paisagem, laboratórios, momentos de pensamento e reflexão, arte na rua e residências artísticas no arranque de 2018.

Os bilhetes estão à venda na bilheteira online, FNAC, Worten e nos locais habituais por 35 euros. O Tremor é uma co-produção da Lovers & Lollypops, Yuzin e António Pedro Lopes e pretende assumir-se como palco por excelência para a experiência musical no centro do Atlântico.
[Comunicado de imprensa]

27 de dezembro de 2017

9.º Aniversário do blogue BranMorrighan

O Corvo comemora nove anos de Blog BranMorrighan com mais uma festa no Musicbox, dia 5 de janeiro! Celebrando os grandes novos talentos portugueses, o cardápio é de luxo: Nada-Nada (projecto de Cláudio Fernandes dos Pista), TIPO (projecto de Salvador Menezes dos You Can’t Win Charlie Brown) e Whales (banda leiriense vencedores do festival Termómetro). A noite promete ser de descoberta e de concretização, mas acima de tudo de muito boa disposição.
 
[Comunicado de imprensa]

22 de dezembro de 2017

Cassete Pirata com convidados especiais, hoje no Musicbox

A encerrar o ano que nos trouxe EP de estreia, homónimo, dos Cassete Pirata, a banda prepara-se para fechar o ciclo com um concerto em Lisboa com convidados, um novo single e vídeo, e a partida para estúdio já no primeiro mês do novo ano para a gravação do seu, aguardado, primeiro longa duração.

Depois do sucesso de "Pó no pé", um dos temas nacionais mais rodados na Antena 3 e da inserção dos Cassete Pirata com o mesmo tema no disco "Novos Talentos FNAC 2017", a banda lança agora aquele que será o seu último single retirado do EP de estreia - "Sem Norte".

“Sem Norte” conta a história de um primeiro amor, impossível e puro como só os primeiros amores podem ser. A animação do videoLETRA criado por Camila Beirão dos Reis e que acompanha o single remete-nos para esse imaginário juvenil em que o “amor” se descobria através de um “sim” ou de um “não” num qualquer bilhete trocado às escondidas dos professores.

Mas "Sem Norte" será apenas um dos temas que poderão ser ouvidos já hoje, dia 22 de dezembro no Musicbox em Lisboa onde, para além do primeiro EP, a banda promete já revelar algumas das canções do novo disco, com saída anunciada para o primeiro semestre do próximo ano. 


Neste concerto os fãs da banda serão ainda presenteados com três aparições muito especiais. Três artista que têm acompanhado a banda no desbravar do seu caminho: Benjamim, Samuel Úria e Tiago Bettencourt. O primeiro também o produtor eleito para acompanhar a banda em estúdio. 
O concerto será o fecho do ciclo de vida do EP "Cassete Pirata" e desbrava caminho para o novo disco que promete consolidar o lugar da banda no circuito pop/rock nacional. 

Os Cassete Pirata são o João Firmino (Pir), vocalista e compositor da maior parte dos temas da banda; o (monstro da bateria) João Pinheiro (Diabo na Cruz, TV Rural) e o António Quintino no baixo (Samuel Úria). A eles juntam-se a dupla única de cantoras e teclistas – Margarida Campelo e Joana Espadinha.

O background jazzistico e as mais variadas influências e percursos musicais conferem aos Cassete Pirata uma sonoridade rock muito própria e o seu, já invejável, percurso fazem deles uma das mais promissoras novas bandas do panorama nacional.

[Comunicado de imprensa]

18 de dezembro de 2017

Disco da Semana | Brass Wires Orchestra - Icarus


Este Outono trouxe consigo o novo álbum dos Brass Wires Orchestra, o tão aguardado sucessor de "Cornerstone", o primeiro registo de originais do sexteto lisboeta. A troca da folhagem e a mudança das cores tecem de forma perfeita o mote para esta transição de identidade musical.

O conto mitológico de Icarus foi a premissa para a mentalidade geral do grupo, antes de entrarem em estúdio: "fail big or go home". Durante a hibernação entre discos, os membros da banda cresceram individualmente, musicalmente e encontraram-se num acerto de contas de notas frescas e eléctricas. Foi tomada a decisão de explorar os mesmos instrumentos do primeiro disco, mas numa perspectiva de renovação, de profundidade e procura de novos sons e texturas originais. Tomando as rédeas da produção do disco, os BWO encontraram assim uma forma de dar resposta ao seu alto nível de exigência para este trabalho gravado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim nos estúdios HAUS. 

O processo criativo manteve-se igual sendo que as composições são todas da autoria de Miguel da Bernarda, tratando depois a banda em conjunto de fazer os melhores arranjos possíveis. Praticamente nada foi deixado de fora deste trabalho que é uma edição de autor. A banda executou e levou a cabo tudo a que se propôs para este “Icarus”, desde arranjos complexos de cordas (Lyza Valdman, Rita Cardona e Tiago Rosa), a tablas indianas (Niraj Singh), a um belíssimo arranjo de sopros de Zé Maria Gonçalves na faixa “Whispers”, ao melhor baterista português da actualidade (André Silva).

Os elementos atuais da banda são Miguel da Bernarda (voz e guitarra), Afonso Lagarto (banjo e guitarra), Gui Salgueiro (teclados), Camões (trompete), Rui Gil (trompete) , André Galvão (baixo) e Zé Valério (saxofone). O artwork é da artista Kruella D’Enfer.

[Comunicado de imprensa]