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19 de julho de 2018

Máquina do Tempo | Xutos & Pontapés ao vivo em 1983

Concerto dos Xutos dos Pontapés na ADF, Lisboa, em 1983

Tim - voz e baixo
Kalú - bateria e voz
Zé Pedro - guitarra ritmo e voz
Francis Mann - guitarra solo e voz

17 de março de 2014

Máquina do Tempo - Led Zeppelin numa das primeiras atuações

Nesta Máquina do Tempo recuamos exatamente 45 anos para ver uma das primeiras atuações dos lendários Led Zeppelin.

A banda de Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham estava em tourné pelo Reino Unido e Escandinávia e teve, a 17 de março de 1969, uma passagem pela TV dinamarquesa, tendo sido registadas as interpretações de quatro canções do álbum de estreia: "Communication Breakdown", "Dazed and Confused", "Babe I’m Gonna Leave You" e "How Many More Times".


11 de março de 2014

General D de regresso aos palcos

General D foi o “pai” da cultura hip-hop em Portugal, lançou discos e subitamente, desapareceu. Desistiu da música, limpou ruas nos EUA, passou multas em Londres. Em junho vai regressar aos palcos no festival Lisboa Mistura. Vítor Belanciano encontrou-o em Londres. Onde, pela primeira vez, contou a sua história.

Antecipação da Ípsilon de 14 de março


"Black Magic Woman", que data de 1995, foi o grande êxito de General D & Os Karapinhas. E que bem que envelheceu este hino do hip-hop nacional...



20 de outubro de 2013

Máquina do Tempo - "Vs" dos Pearl Jam editado há 20 anos

A 19 de outubro de 1993 os Pearl Jam editavam "Vs". Nesta Máquina do Tempo damos destaque a um dos melhores discos de 1993.



Dois anos antes a banda de Seattle havia lançado um extraordinário álbum de estreia, que tendo sido rotulado de grunge, tem muito de rock dos anos 70, recriado de forma muito própria, num disco com um som denso, coeso e sombrio. As expetativas sobre o próximo trabalho da banda eram altas. As inúmeras pressões e a exposição impostas pela fama, levaram a uma mudança de atitude da banda. A partir desse álbum, os Pearl Jam decidem não gravar mais vídeoclipes, restringem suas aparições em programas de TV e anunciam que não darão mais inúmeras entrevistas. "Vs" mostra-nos uns Pearl Jam mais crus e agressivos. A banda optou por fazer algo completamente diferente, sobressaindo em algumas canções uma sonoridade mais funky, noutras mostrando influências punk e incorporando ainda ritmos tribais. Pelo meio brindam-nos com pérolas como "Daughter" ou "Dissident", antes de terminarem com a bela e melancólica "Indifference".

15 de outubro de 2013

Máquina do Tempo - Gadgets musicais dos anos 80, parte I

A década de 80 foi uma época fervilhante a muitos níveis e quem cresceu nessa década lembra esses tempos com muita nostalgia. Ao nível tecnológico foram muitas as inovações e nesta Máquina do Tempo revemos as que modificaram a forma como se ouvia ou fazia música.



1. Audio-Technica Sound Burger

Ano: 1983
Que estava a Audio-Technica a pensar quando escolheu o nome para o leitor de discos de vinil portátil? Bom, não interessa. Este aparelho convidava os utilizadores a levarem os LPs para todo o lado.

2. Auscultadores Koss PortaPro

Ano: 1984 
Estes são uns auscultadores que sobreviveram à passagem dos anos. Leves, confortáveis e com execelente qualidade de som, apesar do design  não agradou a todos.

3. Sony WM-D6C com gravador

Ano: 1984
A Sony fazia um upgrade ao WM-D6 com a inclusão da redução de ruído Dolby C. Adicionava também um entrada, num aparelho que encolhia nas dimensões, apesar das inovações introduzidas.

4. Roland TR-808

Ano: 1980 
Em 1980 as caixas de ritmos não eram baratas. A 808 era uma das poucas opções a preço acessível à maioria e oferecia funções profissionais aos aspirantes a artista hip-hop.

5. Yamaha DX7

Ano: 1983 
O sintetizador digital da Yamaha fez corar a maioria dos sintetizadores analógicos e era vendido a um preço razoável. Talking Heads, Brian Eno, Roger Hodgson,  Brian Eno, Supertramp, Phil Collins, Stevie Wonder, Steve Winwood, Depeche Mode, U2, A-Ha, Enya, The Cure, Vangelis, Elton John, James Horner,  Donald Fagen,  Queen, Yes, Jean-Michel Jarre e Lynyrd Skynyrd estão entre a extensa lista de utilizadores do Yamaha DX7, o que demonstra bem a sua versatilidade deste popular instrumento musical.

6. Korg M1

Ano: 1988 
O Korg M1, sendo o primeiro teclado tipo "workstation" a ser produzido no mundo foi inovador numa série de aspetos e trazia qualidade sonora fabulosa. Mantém-se como o teclado tipo "workstation" mais vendido de sempre.

7. Sony CDP-101 CD Player

Ano: 1982 
Os japoneses da Sony lançaram comercialmente o primeiro leitor de CD a 1 de outubro de 1982, cujo protótipo foi apresentado ao mundo em 1981. Juntamente com o lançamento do Compact Disc de "52nd Street" de Billy Joel, o primeiro neste formato, mudariam para sempre o modo como consumimos música.

Fonte: www.complex.com

Artigo relacionado:

Máquina do Tempo - Rock em Stock

16 de setembro de 2013

Máquina do Tempo - Rock em Stock

"Rock Em Stock" foi um programa da Rádio Comercial apresentado por Luís Filipe Barros.

O programa, cuja primeira transmissão foi efetuada no dia 9 de Abril de 1979, mostraria o que de lhe melhor se fazia lá fora no campo da new wave, electro pop ou punk e viria a contribuir decisivamente para o "boom" de rock feito em Portugal no inicio dos anos 80, ao passar insistentemente temas de grupos como Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Táxi, Jáfu'mega, GNR, Go Graal Blues Band, Trovante, Roxigénio e UHF, entre outros.

"Rock em Stock" marcaria também diferença no modo espontâneo como Luís Filipe "Berros" apresentava o seu programa, algo muito freso e contrastante com o habitual panorama cinzento da Rádio em Portugal na época.



Luís Filipe Barros acaba com o programa em 1982, que  voltaria depois com Ana Bola aos microfones.

Em 1987 Barros retorna ao "Rock Em Stock" que termina em Junho de 1993 aquando da venda da estação.

Em 1999 e 2000 foram editadas duas compilações alusivas ao programa.

Mini documentário sobre o programa

Fontes: Rock no Sótão Recordar Rock em Stock Wikipédia

1 de setembro de 2013

Máquina do Tempo - Pearl Jam no Estádio do Restelo em 2000

A um mês da edição do novo álbum, os Pearl Jam partilharam no Facebook uma gravação de "Animal", registada ao avivo a 23 de maio de 2000, no Estádio do Restelo.



O registo da segunda passagem por Portugal dos Pearl Jam seria mais tarde editado na primeira série de boolegs oficiais da banda. É possível percebermos pela audição do duplo disco "23/5/00 - Estádio do Restelo, Lisbon, Portugal" o fantástico ambiente vivido durante as quase duas horas e meia do espetáculo. O público entoou cânticos cânticos futebolísticos, cantou em uníssono o refrão de "Alive", um dos temas mais pedidos da noite e é possível ouvir ainda a revelação de Eddie Vedder que conta que dias antes esteve na Costa da Caparica onde aproveitou para “apanhar umas ondas”.


23 de agosto de 2013

Máquina do Tempo - Curiosidades do Rock In Rio 1985

A três semanas de mais um Rock In Rio, na sua cidade natal, Rio de Janeiro, revemos um pouco da história da primeira e histórica edição do evento. Foi em 1985 que nasceu um dos maiores festivais de música do mundo, reunindo ao longo de 10 dias cerca de 1 milhão e quatrocentas mil pessoas. 

O publicitário empresário Roberto Medina levava a cabo um sonho, com a concretização de um festival que mais tarde exportaria, sempre com grande sucesso, para Lisboa, Madrid e Buenos Aires, e que conta já com 16 edições.

Vejamos uma seleção das histórias da edição de 1985, escolhidas a partir do site oficial do festival.


Reza então a lenda que:

1. No primeiro Rock in Rio, o contrato de Ozzy Osbourne incluía uma cláusula que o proibia de comer animais vivos no palco, uma clara referência ao memorável episódio em que Ozzy arrancou, com os dentes, a cabeça de um morcego vivo em pleno palco, três anos antes.
O Príncipe das Trevas cumpriu o acordo e poupou a vida de uma galinha viva atirada por um fã durante o show do dia 16 de janeiro de 1985, entregando-a à sua equipa.

2. Em 1985, adeptos de diversos clubes deviam estar na plateia do concerto de Ozzy Osbourne e uma camisola do Flamengo foi atirada para o palco. Surpreendentemente, Ozzy pegou a camisola e vestiu-a em pleno concerto.
Há quem diga que ele não sabia do que se tratava, mas na verdade é um grande fã de futebol. Torcedor do Aston Villa, Ozzy já teve até um clube com seu nome, o Ozzy Powered FC, fundado por um fã.

3. Uma das condições exigidas pela banda australiana AC/DC para vir ao Rock in Rio em 1985 foi a de que trouxessem um sino de meia tonelada para a clássica “Hells Bells”. Mesmo depois da trabalheira que deu trazer o trambolho de navio, o “instrumento” não pôde ser utilizado por ser muito pesado para a estrutura do palco.
Diante do problema, a equipa do festival correu contra o tempo para fazer uma réplica de gesso a tempo do concerto, e conseguiram!

4. James Taylor, que se apresentou nos dias 12 e 14 de janeiro de 1985, estava em uma péssima fase da sua carreira: deprimido, enfrentava um divórcio e considerava até mesmo abandonar a carreira após o Rock in Rio I. Entretanto, num dos momentos mais emocionantes do festival, o cantor ficou tão comovido com a reação do público durante seu que recobrou o ânimo para seguir em frente.
Em homenagem ao que o festival representara, Taylor compôs “Only a Dream in Rio” em agradecimento e retornou ao Rock in Rio III em 2001, declarando ser “questão de honra” participar novamente do evento.

5.  Dias antes do Rock in Rio I, o então garoto André Matos recebera o convite para tornar-se integrante da banda Viper. A vaga, porém, era para vocalista e André, que tocava piano, não se sentia capaz de assumir o posto.
Eis que ao assistir ao incrível espetáculo dos Iron Maiden no primeiro dia de festival, o menino de apenas 13 anos percebeu que o palco era seu lugar. 28 anos depois, André Matos, uma das maiores vozes do metal no Brasil e no mundo, subirá ao Palco Sunset com os Viper para abrir o dia 22 de setembro, que será encerrado no Palco Mundo pelo mesmo Iron Maiden que o inspirou anos atrás.

6. Queen, a última banda a subir no palco no primeiro dia do Rock in Rio I, era inegavelmente uma das atrações mais esperadas de todo o evento. E foi durante a performance de “Love Of My Life” que Freddie Mercury regeu, como se fosse um maestro, o público de cerca de 200.000 pessoas que cantavam a música num coro perfeito, num dos momentos mais icónicos da história do rock.
Os próprios integrantes ficaram impressionados com tamanha recepção do público: durante o solo de viola, a plateia inteira gritava o nome do guitarrista Brian May, o que deixou o londrino visivelmente emocionado. Para Freddie Mercury, a execução da música no Rock in Rio foi a melhor já realizada pela banda.

19 de agosto de 2013

Máquina do Tempo - Festival Rock Benfica

Foi há 25 anos, no verão de 1988, que os portugueses tiveram a oportunidade de ver e ouvir pela primeira vez  Bryan Adams  a interpretar "Summer of '69".

O canadiano da voz rouca e blusão de ganga, um dos artistas de maior sucesso na década de 80 e por quem os portugueses sempre tiveram um especial carinho, encabeçava um cartaz que incluía também:

- Bonnie Tyler, a dona da portentosa e também rouca voz de "Total Eclipse of the Heart", chegava a Portugal ainda na sua fase rock;

- Saxon, representantes da New Wave of British Metal, vinham perdendo fôlego neste final dos anos 80, como a maioria das bandas deste movimento;

- UHF,  à época uma das principais bandas nacionais e com António Manuel Ribeiro a atuar "em casa";

- The Wailers - ou o que restava da banda que acompanhou Bob Marley...

- Special Affair (quem?)


À epoca eram parcos os espetáculos musicais de artistas internacionais no nosso país, mas a adesão ao evento (cerca de 30.000 espetadores) ficou aquém das expetativas.

De acordo com o blog Losttickets "o Rock Benfica 1988 ficou conhecido pelo festival das "barracadas": barraca nas contas, com um grande prejuízo; Bryan Adams cobrou 40 mil dólares, um disparate; desapareceram cerca de 25 mil bilhetes; a falta de um túnel de acesso (a porta da maratona) ao recinto para circulação dos TIR; a falta de uma pista de tartan ou zona circundante para circulação do material de palco, luz e som; os balneários do estádio sem condições para a função de camarins, quer em quantidade quer em qualidade..."

Muito a melhorar num festival que não voltaria a realizar-se e que mostrava a falta de experiência na organização de eventos do género no nosso país.

Numa das próximas viagens na nossa Máquina do Tempo dedicaremo-nos aos históricos concertos no "Rockódromo de Alvalade".

12 de agosto de 2013

Máquina do Tempo - 5 álbuns de 1993

Nesta nossa primeira viagem no tempo, recuamos 20 anos para encontrar uma cena musical abanada pelo enorme sucesso do disco de estreia dos Nirvana, que abriu caminho a uma vaga de bandas de Seattle rotuladas de grunge.
O público procurava agora música rock menos polida e mais direta e o som até então dominante das bandas glam metal e hard rock perdia popularidade.

Revisitamos cinco dos muitos interessantes álbuns deste ano marcante.


Songs of Faith and Devotion - album coverDepeche Mode - Songs of Faith and Devotion
Em "Songs of Faith and Devotion" a banda de David Gahan e Martin Gore segue uma nova direção, em que as canções trazem uma maior dominância das guitarras, deixando para segundo plano os sintetizadores que vinham então marcando o seu som synth pop. Coros gospel e arranjos de cordas pontuam também algumas das canções. O resultado é um álbum mais orgânico e também mais obscuro, condizente com os problemas pessoais que alguns dos elementos da banda atravessavam. Numa época em que o rock alternativo começava a dominar, SOFAD é bem recebido e  é o primeiro e único disco dos Depeche Mode a chegar a n.º 1 no Reino Unido e nos Estados Unidos.


Laid - album cover
James - Laid
Com o lançamento de 1992, "Seven", os James haviam avolumado o seu som para um pop-rock de estádio. Em "Laid" a produção de Brian Eno mostra-nos uns James com uma sonoridade acústica e mais íntima. A banda brinda-nos com uma combinação de músicas de sonoridade mais sombria, havendo lugar também a outras com refrões irresistíveis. O trabalho vocal de Tim Booth é como sempre irrepreensível. Este é um dos melhores álbuns da banda de Manchester e poderia tê-los lançado para um nível estratosférico, mas a imprensa musical estava à procura de algo completamente diferente.



Pearl Jam - Vs. - album cover
Pearl Jam - Vs
Em 1991 os Pearl Jam haviam lançado um extraordinário álbum de estreia, que tendo sido rotulado de grunge, tem muito de rock dos anos 70, recriado de forma muito própria, num disco com um som denso, coeso e sombrio. As expetativas sobre o próximo trabalho da banda eram altas. As inúmeras pressões e a exposição impostas pela fama, levaram a uma mudança de atitude da banda. A partir desse álbum, os Pearl Jam decidem não gravar mais vídeoclipes, restringem suas aparições em programas de TV e anunciam que não darão mais inúmeras entrevistas. "Vs" mostra-nos uns Pearl Jam mais crus e agressivos. A banda optou por fazer algo completamente diferente, sobressaindo em algumas canções uma sonoridade mais funky, noutras mostrando influências punk e incorporando ainda ritmos tribais. Pelo meio brindam-nos com pérolas como "Daughter" ou "Dissident", antes de terminarem com a bela e melancólica "Indifference". Um dos melhores discos de 1993.


Nirvana - In Utero - album cover
Nirvana - In Utero
"In Utero" foi o sucessor de "Nevermind", lançado em 1991, um dos mais importantes da década de 90 e que havia funcionando como um soco no estômago na cena musical. A produção de Steve Albini recupera o som mais abrasivo dos Nirvana, mas o resultado das gravações desagrada à editora e correm rumores de que nem a própria banda ficou totalmente satisfeita. O disco é mais diversificado do que o seu antecessor, alternando grunge e noise rock com as melodias de "Dumb" ou "All Apologies", que viriam a ganhar belíssimas versões acústicas no concerto gravado para a MTV apenas dois meses depois do lançamento de "In Utero".



Sopa - album cover
Censurados - Sopa
Juntamente com os Peste & Sida foram os líderes do punk rock nacional, nos fins dos anos 80, princípio dos 90. Editaram o primeiro LP em 1990, o histórico álbum homónimo, pela editora El Tatu de Tim dos Xutos & Pontapés. Seguiu-se "Confusão" lançado pela mesma editora e "Sopa" haveria de ser lançado pela EMI.  O disco consegue trazer visibilidade à banda, que chega a ser convidada por Júlio Isidro para apresentar o single na RTP e inclui a participação de Jorge Palma no tema "Estou Agarrado a Ti". Viriam a fazer parte do disco de homenagem a José Afonso, "Os Filhos da Madrugada" e tocariam  a 30 de junho de 1994 para 30.000 pessoas no concerto que homenageou Zeca, no Estádio José Alvalade, juntamente com Xutos & Pontapés, Delfins, Madredeus, Mão Morta, Entre Aspas, Brigada Vítor Jara, Essa Entente, Sitiados, Vozes da Rádio, Sétima Legião, Peste & Sida ou o colectivo Resistência. Os Censurados desmembraram-se pouco tempo depois. Sabes o que é feito deles aqui.