Cosmic Mass tornaram-se no sol depois do último videoclip e por isso lançam o desafio ao jovem realizador Gonçalo Almeida. Com “Desert” como ponto de partida, e com os filmes de Hiroshi Teshigahara bem estudados, Gonçalo mergulha no mundo Cosmic Mass, captando com o seu olhar o que imagina serem as saídas à noite do quarteto aveirense. Trocando os shots de Bushmills por areia e aquele amigo chato por um cacto, “Desert” é aquela noite da qual queremos desesperadamente fugir… ou será que não?
O disco de estreia Vice Blooms dos Cosmic Mass é editado dia 1 de março, numa odisseia vibrante para tod@s @s fãs de rock. Com a bagagem cheia de fuzz e riffs que te expropriam os ouvidos, os Cosmic Mass são a resposta da Beira Litoral à mais recente onda psych-garage que tantos discos nos tem dado nos últimos tempos. Juntos que nem colegas de carteira, André Guimas, Miguel Menano, Pedro Teixeira e António Ventura chegam com Vice Blooms, disco que peca pela maturidade que descreve a criatividade rock n’roll de um projecto embrionário.
À garantia de um concerto frenético, o quarteto aveirense é capaz de converter as vibrações do palco em energia renovável em apenas 40 minutos de rock sem prefixo. Dos King Gizzard & The Lizard Wizard aos Oh Sees, e com toques de Syd Barrett a camuflar o psicadelismo na fauna do garage-rock, isto são malhas de te fazer crescer a barba com a aura pop típica dos anúncios da TV. Resumindo: um mimo de rock!
Imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comichão no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: “Apetece-me apanhar o próximo barco para Marte e desviá-lo até ao centro do Sol”. É mais ou menos isto que os Tricycles são. Uma coisa vagamente improvável, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histórias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas músicas prontas a explodir, lentamente, a mil à hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias.
Os Tricycles são tudo isto e, claro, não são absolutamente nada disto, porque “isto” não passa de palavras que tentam descrever música - algo que, sabemos todos, é impossível de se fazer apropriadamente. Portanto, façamos uma pergunta para a qual tenhamos uma resposta: quem são os Tricycles? Os Tricycles são: o João Taborda (António Olaio & João Taborda), o Afonso Almeida (Cosmic City Blues, Sequoia), o Edgar Gomes (Terb) e o Sérgio Dias. Os Tricycles começaram a ser fabricados quando o Sérgio (bateria) e o Edgar (baixo) se juntaram ao Afonso (guitarra, voz) e ao João (guitarra, teclas, voz), que já andavam a fazer música juntos há algum tempo.
Os Tricycles gostam de andar na estrada, como qualquer veículo digno desse nome. A energia da lua no alcatrão quente sobe pelos pedais até ao volante e explode em concertos onde o público e a banda comungam raivas e melodias.
Os Tricycles gostam do estúdio, onde brincam como putos irrequietos no parque infantil. O single “All the mornings” é o primeiro exemplo dessas brincadeiras, um jogo de reflexos que poderia dar uma história, um irónico lamento contra o tic tac do relógio. Este single é o tema de avanço para o álbum Tricycles, primeiro da banda, gravado e produzido pelo Nelson Carvalho com os Tricycles, a sair a 29 de Março de 2019, editado pela Lux Records.
Frankie Chavez e Peixe unidos pelo seu trabalho com a Guitarra, formam Miramar. Agora apresentam o segundo single, "Nazaré", do disco homónimo que acaba de ser lançado.
Depois do 1.º single “I’m Leaving”, que reúne uma guitarra acústica com uma 'slide guitar’, “Nazaré” é agora a escolha perfeita para continuar a ilustrar o disco "Miramar".
Segundo Frankie Chavez e Peixe: "escolhemos o tema “Nazaré” para 2.º single do nosso álbum, na sequência de uma proposta do realizador Paulo Cunha Martins que, entusiasmado com o tema, nos apresentou a ideia de realizar um vídeo em que imagens de ondas e mar seriam projetadas sobre os músicos. Isso agradou-nos de imediato, não só pelo entusiasmo do Paulomas também porque “Nazaré” é talvez o tema com a instrumentação mais inusitada do álbum, apresentando um diálogo raro entre uma guitarra portuguesa e uma guitarra elétrica."
O tema “Nazaré” foi inspirado no oceano, mais concretamente no mar que chega à Praia do Norte, na vila da Nazaré. Nessa zona, devido ao fenómeno natural conhecido como o Canhão da Nazaré (um desfiladeiro submarino a cerca de 500 metros da costa), as ondas chegam a ultrapassar os 30 metros de altura.
O tema, com a sua cadência embalante e crescendo de uma forma constante, tenta contar a historia de como o mar pode evoluir de ondas de 1 metro até ondas de 30 metros.
O novo disco "Miramar" é apresentado ao vivo pela primeira vez no mês de março em 3 concertos agendados para 14 de março na Casa da Música, Porto, 26 de março no Teatro Villaret, Lisboa e a 30 de março no Salão Brazil em Coimbra, este último no âmbito do Festival Santos da Casa. Estes espetáculos contam com uma forte componente visual em que imagens de arquivo escolhidas por Jorge Quintela vão servir de pano de fundo aos concertos.
O álbum de Miramar foi editado em CD e LP no fim de janeiro, pela Rastilho Records.
Depois do consagrado álbum de estreia, We Will Reign, os americanos The Last Internationale preparam-se para apresentar o seu segundo disco de originais, Soul on Fire, a ser editado em data a anunciar em fevereiro de 2019. O segundo single de apresentação deste disco, depois do tema "Hard Times" é lançado em todas as plataformas digitais muito em breve e tem o mesmo nome do álbum, "Soul on Fire".
O aguardado segundo álbum da banda, Soul On Fire, é lançado em fevereiro de 2019. Foi produzido nos Estúdios Sá de Bandeira em Portugal. Na bateria conta com Joey Castillo (Queens of the Stone Age). O primeiro single internacional do álbum, "Hard Times", alcançou o primeiro lugar nas paradas de blues do iTunes no Reino Unido e alcançou o top 20 em muitos países diferentes ao redor do mundo.
Soul on Fire, o novo disco dos The Last Internationale, serve também como mote para uma digressão nacional da banda por clubes e salas com várias datas ainda por anunciar mas com concertos já confirmados para cidades como: Lisboa, Aveiro, Leiria, Coimbra e Porto, entre outras.
“Chapels”, o 7.º álbum de Old Jerusalem, é uma colecção de canções imediatas e sem adornos. O que se ouve é praticamente a primeira fixação gravada de cada um dos 10 temas que compõem o disco, em interpretações ainda intimamente associadas ao processo da sua escrita e deixando a nu os alinhavos de arranjos e as primeiras sugestões de caminhos melódicos e harmónicos. Pretendeu-se que cada canção veiculasse assim o seu primeiro ímpeto criativo e a urgência da sua comunicação.
Ante a impraticabilidade de construir "catedrais", escolhemos com este disco erigir e apresentar canções que são como "capelas" - coisas modestas e imperfeitas, mas construídas para a interioridade, evocando, reflectindo e celebrando as grandes fragilidades e pequenas alegrias – e bem assim as pequenas fragilidades e grandes alegrias – de que todos comungamos por sermos pessoas que hoje vivem.
“Black pool of water and sky”, a canção que serve de cartão de visita para o álbum, é disto um exemplo: uma canção simples e quotidiana que encontra o seu significado na citação de uma outra que afirma que “nada significa nada”; e uma canção que evoca a verdade eterna que todos reconhecemos de que tudo é passageiro. O videoclip é realizado por André Tentúgal.
“Chapels” é uma edição de autor que chega às lojas hoje, dia 12 de outubro, com distribuição pela Sony Music.
Old Jerusalem iniciou actividade em meados de 2001, tendo gravado um registo de apresentação em Dezembro desse ano em conjunto com os Alla Polacca (a demo Old & Alla). Em Janeiro de 2003 lançou o álbum de estreia, “April”, produzido por Paulo Miranda e editado pela Bor Land e tem desde aí mantido actividade regular, entre concertos, edição de novos registos e colaborações com outros artistas.
Os Salto apresentam "Teorias", o novo single acompanhado por um teledisco realizado por Pedro Jarnac Freitas e que antecipa o lançamento do 3.º disco.
Depois do lançamento de "Rio Seco" a banda do Porto apresenta o seu segundo single, "Teorias", retirado do novo álbum de originais, que ganha agora título e data de lançamento:"Férias em Família", editado a 26 de outubro.
O vídeo, protagonizado por Rita Abreu, é um plano sequência que dura mais de 4 minutos e que acompanha a dança da bailarina ao som do tema "Teorias". Nos seus movimentos despreocupados e soltos, deambula por uma paisagem vazia, quase distópica, à medida que o tema se desenvolve e narra "dois versos sobre um mundo melhor".
Sobre o novo disco, "Férias em Família" é um diário de sonhos, escrito por quem ainda sonha mesmo depois de acordar. Após terem apresentado o primeiro e segundo single, fica claro que Luís Montenegro, Gui Tomé Ribeiro, Tito Romão e Filipe Louro estão prontos para explorar o seu lado mais introspectivo. Uma maturidade que surge àqueles que deixam de ter pressa de crescer e, com isso, mostram o quanto cresceram.
No dia 26 de outubro, os Salto desvendam as restantes sete faixas do novo álbum.
Mark Knopfler vai lançar o seu nono álbum de estúdio a solo a 16 de novembro. Intitulado “Down The Road Wherever”, o disco conta com 14 canções inspiradas por vários assuntos, incluindo a fase inicial de carreira com os Dire Straits em Deptford, passando por um fã de futebol perdido numa cidade estranha, ou à compulsão de um músico em chegar à sua casa no meio da neve. Mark tem um olho de poeta na forma de contar detalhes que dão às canções a sua própria psicogeografia – “where the Delta meets the Tyne”, como o próprio descreve – sendo que o seu tom de voz caloroso e a sua destreza na guitarra se mantêm tão entusiasmantes quanto sempre.
Knopfler juntou o mesmo grupo de grandes músicos com quem trabalhou nos últimos anos (com uma ou duas novas caras). Como é seu apanágio, o músico encoraja-os a dar o seu cunho pessoal na música, sem nunca interferirem com a essência das canções.
“Down The Road Wherever” foi produzido por Knopfler e Guy Fletcher e foi gravado nos British Grove Studios, em Londres. A banda conta com Mark Knopfler na guitarra, Jim Cox e Guy Fletcher nos teclados, Nigel Hitchcock no saxofone e tom Walsh no trompete, John McCusker no violino, Mike McGoldrick na flauta, Glenn Worf no baixo, Ian ‘Ianto’ Thomas na bateria e Danny Cummings nas percussões. Richard Bennett e Robbie McIntosh também tocam guitarra e Trevor Mires toca trombone. Imelda May, Kris Drever, Lance Ellington, Beverley Skeete e Katie Kissoon cantam nos coros. Todas as canções foram compostas por Mark Knopfler, exceto “Just A Boy Away From Home”, na qual partilha os créditos com Rodgers & Hammerstein, uma vez que a canção usa uma parte de “You’ll Never Walk Alone” para contar a história de um adepto solitário do Liverpool a vaguear pelas ruas desertas de Newcastle depois da meia-noite.
Mark Knopfler lançou oito álbuns a solo, gravou “Neck And Neck” com o mestre da guitarra Chet Atkins, e colaborou com Emmylou Harris em “All the Roadrunning”. Já compôs bandas sonoras para “Local Hero” e “The Princess Bride”. Além de produzir os seus próprios discos, Knopfler também já produziu álbuns para Bob Dylan e Randy Newman, entre outros. Knopfler foi condecorado em 1999 com a Mui Excelentíssima Ordem do Império Britânico e em 2012 recebeu o prestigiado Prémio Carreira nos Ivor Novellos.
“Down The Road Wherever” estará disponível para download, em CD, duplo vinil (com um tema bónus), CD deluxe com dois temas bónus, e numa caixa especial que inclui o álbum em vinil e em CD (edição deluxe) e um EP em vinil de 12” com 4 temas bónus, um cartaz com o artwork e uma pauta para guitarra de uma das canções.
Simultaneamente inspirados pela energia crua e indisciplinada do panorama underground britânico e pelas baladas românticas típicas dos anos 50 e 60, os Huggs nascem do contraste entre as melodias contagiantes do Duarte Queiroz na guitarra e voz e a irreverência punk e bateria pesada do Jantonio, quando os dois se conhecem por acaso num projecto de faculdade.
Ao vivo, apresentam-se como um power trio, contando para isso com a ajuda do Guilherme Correia (Ditch Days) que, depois de assistir a um ensaio, não só se encarregou do baixo como ajudou a produzir e completar as primeiras canções da banda. Desta forma, os Huggs imediatamente nos transportam para uma atmosfera tão suja, fria e insensível - impossível não lembrar a tão aclamada série Shameless - quanto quente e apaixonante.
Com o lançamento do seu primeiro single, “Take My Hand”, editado em abril pelo Cão da Garagem, os Huggs apresentaram-se ao público e deram início a uma ronda de concertos que os levou a pisar palcos como o Indie Music Fest, o Gliding Barnacles, os Maus Hábitos e o Sabotage Club.
Depois de “Take My Hand”, chega-nos agora “Cocaine”. O segundo single da banda é mais rápido, cru e directo ao assunto e mostra-nos uma outra face da banda, mais distorcida e ansiosa por fazer barulho, com videoclip realizado pelo Manuel Casanova.
Dia 21 de setembro, chega finalmente a altura da banda editar o seu primeiro trabalho de estúdio. ‘Did I Cut These Too Short?’ é o nome do EP de estreia dos lisboetas, gravado no verão de 2017 pelo Gonçalo Formiga (Cave Story) no seu estúdio nas Caldas da Rainha. ‘Did I Cut These Too Short?’ é uma edição Cão da Garagem e faz dos Huggs uma das mais promissoras bandas portuguesas de garage rock e indie da actualidade.
Os The Magpie Salute editaram, no dia 10 de agosto, "High Water I", o seu primeiro disco de estúdio.
A banda integra três elementos dos extintos The Black Crowes: os guitarristas Rich Robinson e Marc Ford e o baixista Sven Pipien. Completam a formação o vocalista John Hogg, o teclista Matt Slocum e pelo baterista Joe Magistro. Durante os próximos meses estarão em digressão pelos Estados Unidos, onde abrirão para Gov't Mule e em 2019 haverá novo disco de estúdio intitulado "High Water II".
Depois do trágico desaparecimento do guitarrista Piotr Grudziński, os Riverside renasceram e preparam o lançamento de "Wasteland". Este "Vale of Tears" antecipa o álbum que tem lançamento marcado para 28 de setembro.
A banda polaca, um dos grandes nomes do rock progressivo atual, apresenta-se em Portugal já no próximo dia 3 de novembro no Lisboa ao Vivo.
Dez anos após o lançamento do primeiro DVD dos Moonspell (Lusitanian Metal, 2008), a banda volta a editar um espetáculo ao vivo neste formato. O concerto de 4 de fevereiro de 2017 que encheu o Campo Pequeno em Lisboa será agora revivido em DVD, a ser lançado no próximo dia 17 de agosto. Esta edição única e limitada contém 1 DVD, 1 Blu-ray e 3 CD’s ao vivo.
O conteúdo conta com mais de 3 horas de espetáculo. Gravado ao vivo perante milhares de fãs numa das mais emblemáticas salas da capital portuguesa. A banda tocou um set especial, interpretando na integra os seus discos clássicos (Wolfheart e Irreligious) e o disco de 2015, número 1 de vendas em Portugal, "Extinct".
"Lisboa Under the Spell" contém ainda um documentário realizado por Victor Castro (Moonspell, Black Mamba, Richie Campbell) que assina também a direção do DVD, sobre as semanas que antecederam a subida ao palco, num olhar aos afetos e cumplicidade que rege esta banda lendária.
Destaque para a edição em triplo LP, inédita em Portugal, do concerto ao vivo que conta com participações especiais como a da cantora Mariangela DeMurtas e Carolina Torres.
Os Moonspell estão neste momento a terminar a digressão de verão e o próximo concerto é já no próximo dia 10 de agosto no Festival Vagos Metal Fest.
Os Nine O Nine são Tó Pica (guitarra), Arlindo Cardoso (bateria), Sérgio Duarte (voz e baixo) e Gonçalo Agostinho (guitarra) e estrearam-se este ano com o LP "The Time Is Now" pela Rasing Legends. Podem vê-los ao vivo a 13 de outubro na Incrível Almadense, onde farão parte do cartaz da Soul Rising Fest.
O segundo álbum de Keep Razors Sharp chega às lojas a 19 de outubro. Durante o verão a banda vai dar a conhecer vários temas novos, ao vivo, para além de "Always And Forever", o primeiro single do disco.
21 de Julho, Festival Super Bock Super Rock, Lisboa
28 de Julho, FicaVouga, Sever do Vouga
18 de Agosto, Festival Paredes de Coura
31 de Agosto/1 de Setembro, Indie Music Fest, Baltar
Anos a dar o peito e sangue à música de guitarras em vidas diferentes, estes quatro capangas juntaram-se para uma jornada importante. O Bráulio, o Afonso, o Rai e o BB são os tipos que acabaram acidentalmente por vir personificar o rock’n’roll. Sim, esse que jamais dará de si enquanto houver gente como eles pronta a dar-lhe o soro necessário. Bons vilões deste nosso rock português, prestes a trazer um irmão mais novo para o disco de estreia de 2014. O álbum que os deixou confortáveis no pedestal de culto das bandas de maior amplificação sónica aqui para os lados da nação. O deserto americano e as caves obscuras no imaginário, as guitarras sonantes, a cadência bruta, o psicadelismo como matriz, tudo parte do universo musical deles parece estar presente neste cartão de visita.
Os Salto apresentam apresentaram “Rio Seco”, o primeiro single do terceiro álbum de originais da banda, com a edição agendada para o último trismestre de 2018. O lançamento do novo disco dos Salto será depois acompanhado de uma nova digressão.
“Rio Seco” são os Salto a não ter pressa de crescer. E é isso mesmo que faz a banda de LuísMontenegro, Gui Tomé Ribeiro, Tito Romão e Filipe Louro explorar, sem medo, a beleza deste rio que seca para voltar a fluir na essência das canções.
Esta é decididamente a canção dos Salto mais orgânica até hoje. Mergulhados em guitarras clássicas, arranjos de violoncelo e sintetizadores, este novo trabalho dos Salto é uma ode à canção e ao desprendimento. O rio seca para mais amplo renascer.
Uma história de um fim passageiro, de um novo fluir, em algo transformado e maior. Um retorno depois do lançamento de "Passeio das Virtudes", 2.º álbum da banda, com os singles "Mar Inteiro" e "Lagostas".
A 29 de Junho uma das bandas mais importantes do rock, Guns N’ Roses, reeditam o seu álbum de estreia, “Appetite For Destruction”, em vários formatos especiais que revelam várias novidades que farão as delícias dos milhares de fãs do grupo, incluindo o inédito “Shadow Of Your Love” que é agora revelado.
“Apettite” estará disponível numa Super Deluxe Edition com 4CD, 1 Blu-ray Audio e um livro de 96 páginas com fotos inéditas do arquivo pessoal de Axl Rose, numa Deluxe Edition de 2CD, num duplo LP de 180 gramas, numa edição remasterizada de 1CD e também em formato digital para download e streaming.
Após a sua formação em 1985, os Guns N’ Roses trouxeram à cena rock emergente de Los Angeles uma atitude desenfreada. Acabaram por conquistar o mundo com o lançamento de “Appetite for Destruction”, que se mantém como o álbum de estreia mais vendido de sempre nos EUA, além de somar mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo. “Appetite” inclui êxitos incontornáveis como “Sweet Child O’ Mine”, “Welcome To The Jungle”, “Nighttrain” e “Paradise City”.
A Super Deluxe Edition é composta por 4CDs que incluem: o álbum remasterizado pela primeira vez; o disco “B-Sides N’ EPs” remasterizado; gravações inéditas da sessão de estúdio de 1986 no Sound City; um disco Blu-ray Áudio com o álbum, temas bónus e telediscos com uma nova mistura sonora em 5.1 surround, juntamente com o vídeo nunca divulgado de “It’s So Easy”, rodado originalmente em 1989 mas nunca terminado; um livro de capa dura de 96 páginas com fotografias inéditas do arquivo pessoal de Axl Rose; litografias inéditas da banda, réplicas de bilhetes de concertos, um poster, tatuagens temporárias iguais às dos membros da banda; uma pintura em litografia de Robert Williams e uma réplica do convite para a rodagem do vídeo de “Welcome to the Jungle”, desenhado originalmente por Slash.
Já a Deluxe Edition de “Appetite for Destruction” é composta por 2CDs com os principais destaques da Super Deluxe Edition, incluindo também o álbum remasterizado, vários lados B e temas de EPs, sete gravações inéditas das sessões no estúdio Sound City, o tema “Move To The City (1988 Acoustic Version)” das sessões de gravação do álbum “GN’R Lies” e o inédito “Shadow Of Your Love” da primeira gravação de estúdio da banda com o produtor Mike Clink, em Novembro de 1986.
The Twist Connection estão de regresso às edições discográficas com um novo álbum homónimo que será editado pela editora conimbricense Lux Records no dia 8 de Junho de 2018.
Este novo trabalho resume um caminho percorrido entre e após os muitos concertos inseridos na promoção do último “Stranded Downtown“ (2016). Nada de conceptual, simples! Influenciados por uma série de estéticas do século XX que entraram pelo novo milénio, desde os 50´s ao Punk, encontram em 2018 a própria identidade ou, pelo menos, fazem por isso. Não são do Garage nem de qualquer vaga Psicadélica, gostam de Rock´n´Roll e praticam-no. Sobrevivem-no e falam sobre isso. E quem quiser saber mais, vai ter de ver e ouvi-los.
“Twist Connection” (Lux Records, 2018) foi gravado em Coimbra no Blue House Studios por Jorri Silva (a Jigsaw/ The Parkinsons) e João Rui (a Jigsaw) que toca vários instrumentos em todos os temas do álbum, desde o piano ao theramin, passando pelas guitarras e percussões.
O disco tem como convidado especial no mellotron Augusto Cardoso (bunnyranch, Tiguana Bibles) e como convidada muito especial na voz Raquel Ralha (Belle Chase Hotel, Wray Gunn, Mancines, Raquel Ralha & Pedro Renato), ambos na segunda versão de Dancin´in the Dark.
“Who are these people?”, primeiro single do disco, tem como resposta um tema que se associa mais ao lado live da banda. Era a intenção da banda captar a essência dos seus concertos. O vídeoclip promocional conta com a participação de Raquel Ralha, foi filmado na Oficina Municipal do Teatro em Coimbra e conta com o amigo, de sempre, Bruno Pires na realização.
O quarteto lisboeta Basset Hounds voltou a amatilhar-se para compor “II”, o seu segundo registo de originais, com o selo da Pontiaq.
A banda deu os primeiros passos em 2012 quando António Vieira, entre caminhos de amizade em comum dos tempos de liceu, se junta a três novos elementos. A partir de então os Basset Hounds fazem-se ouvir, pela mão de Afonso Homem de Matos na bateria e como voz secundária, António Vieira na guitarra e também como voz secundária, José Martins no baixo eMiguel Nunes na guitarra e como voz principal.
A escolha do nome da banda – Basset Hounds – não é casual e a analogia entre antagonismos é quase directa. A aparência pachorrenta, quase soporífera da raça Basset Hounds contrasta com uma personalidade muito forte e impetuosa. De igual modo, a sonoridade da banda move-se entre o impulso e o embalo, onde as diferenças e os gostos pessoais de um colectivo composto por quatro personalidades distintas se acomodam e se moldam, democrática e espontaneamente, para criar uma linguagem muito própria.
A boa recepção, por parte do público e da crítica, ao primeiro álbum homónimo editado em finais de 2015 pela NOS Discos, abriu-lhes portas a uma tour de apresentação que marcou presença nas principais salas do circuito indie português e em alguns dos mais conhecidos festivais de música do país como o NOS Alive, o Super Bock Super Rock ou o Indie Music Fest, entre outros.
Durante o hiato de um ano dedicado à composição e a outros projectos pessoais, vão surgindo, despretensiosamente, novas canções que espelham o amadurecimento adquirido pela banda nos três anos que decorreram desde a gravação do seu álbum de estreia até à edição deste novo trabalho discográfico.
Longe de querer obedecer a um próposito, “II” cresceu lado a lado com a banda, tanto a nível pessoal como musical. A composição seguiu o ritmo do dia a dia num processo que nunca decreta a real conclusão das canções tornando-as maleáveis e permitindo que espelhem tanto o dia de inspiração para o primeiro riff de uma canção como o da gravação do seu último acorde. Mais do que revisitações de estilos ou influências, o importante no processo criativo é o que cada um traz, com o seu instrumento, num brainstorming despreocupado em se cingir a uma ideia ou rótulo.
Do antecessor traz a vontade de desvendar novos horizontes no processo de composição musical, tentando pintar os limites conhecidos com novas texturas, mantendo uma sólida componente rítmica. Sem prescindir da essência de cada melodia, o impulso foi medido e o embalo tornou-se consciencioso. A cadência do processo de criação musical culminou na incorporação de novas abordagens e influências numa fusão simultaneamente melódica e caótica, revelando um novo rumo na sonoridade que pretende transmitir. A inclusão de novos instrumentos, quer de sopro (saxofone e trompete) quer de cordas (violino), antecipa um disco que extravasa a formação clássica da banda e com uma sonoridade à vez, dolente ou vertiginosa, que se multiplica em efeitos e camadas.
“Condor” é a primeira das nove faixas que compõem o disco abrindo com uma explosão de riffsestridentes, baterias métricas e notas de sopro que ora surgem emparelhadas ora soltas e com uma identidade e força própria em jeito de “duelo” improvisado. Esta amplitude sonora, tão característica da banda, que continua a manifestar a fluidez da sua dinâmica e a coesão do seu som, é preservada em todo o álbum. O disco bebe tanto de tardes solarengas à beira da piscina como de ensaios em arrecadações cavernosas, deambulando entre texturas mais alegres e ritmadas em que o violino se junta às guitarras aéreas e aos baixos terrenos (“Thin Age”) e sonoridades mais melancólicas sustentadas pela candura e subtileza vocal (“Arta”).
O álbum foi gravado nos Blacksheep Studios por Guilherme Gonçalves e Bruno Xisto e masterizado na Arda Recording Company por Miguel Marques. O disco conta com a participação de convidados como André Isidro (teclados), David Alves (violino), Francisco Menezes (saxofone) e Luís Grade Ferreira (trompete).
Mas para quem se queira deixar siderar pelas descargas electrizantes das guitarras e perder-se em atmosferas espaciais, aqui ficam os concertos confirmados da banda até à data:
Os Foreign Poetry são Danny Geffin e Moritz Kerschbaumer. Danny é inglês, Moritz austríaco e ambos tocam vários instrumentos e escrevem canções. Conheceram-se em Londres, durante o verão de 2011, quando tocavam em projetos diferentes mas se cruzaram na mesma noite no The Ritzy, em Brixton - Moritz com Luís Nunes, mais conhecido por (Walter) Benjamin e Danny como metade dos Geffin Brothers. Moritz e Benjamin produziram o EP homónimo destes últimos e acabaram por tornar-se autónomos e tocar regularmente juntos numa banda de quatro elementos. Depois de alguns obstáculos e decisões de vida, as bandas separaram-se e seguiram a sua vida.
Os Foreign Poetry nasceram na produção de um EP de material de Danny, que nunca chegou a ser editado, resultado de muitas horas de trabalho com Moritz. Um dia, no inverno de 2016, Moritz envia a Danny duas ideias para canções nas quais andava a trabalhar e este retribui dias depois devolvendo-as cheias de ideias novas. Este encontro tornou-se num hábito, as ideias de ambos começaram a andar para trás e para a frente e ao fim de 12 meses neste sistema de trabalho, com alguns dias passados no estúdio por mês, destas canções nasceu uma continuidade e um caráter próprios. E a forma de um disco tornou-se evidente. A última peça no puzzle foi o polimento destas sessões nos estúdios da Pataca Discos, em Lisboa, onde o disco ganhou novas e belas texturas. E a magia que alguns amigos músicos acrescentaram na gravação: Anna Louisa Etherington (violino), Alice Febles Padron (coros), Luís (W. Benjamin) Nunes (bateria, percussão e coros) e Tony Love (bateria).
Grace and Error on the Edge of Now é baseado numa história verdadeira. Uma brisa de sons confortáveis, uma viagem melancólica, relaxada, mas poderosa, sempre esperançada e inspirada. Escorregamos para dentro do disco, ele abraça-nos à chegada e fica connosco depois. Viajamos recostados nas suas orquestrações complexas e cuidadas, ao mesmo tempo descomplexadas e desarmantes, emocionantes e contemplativas. São paisagens sonoras com vistas largas. Sente-se Arthur Russell, Beck ou Surfjan Stevens, ombros encostados a Grizzly Bear, Alt-J, Tame Impala ou The National, mas nunca reclama familiaridade nem se perde em pastiches. Há tantos detalhes dentro destas canções que não têm tempo nem espaço, soam a algo maior e iluminado. Cheias de curvas, saltos, recantos, arestas, diferentes cores e pesos, podem ser nuvens de algodão ou caves recolhidas, mas sempre profundas, trabalhadas, iluminadas e frescas como uma janela acabada de abrir.
“O álbum é um conjunto de meditações sobre antigas práticas espirituais, a tensão entre fervores políticos divergentes, a celeridade tecnológica e o seu impacto humano, a disseminação da informação e as mudanças na nossa consciência, a doutrinação da juventude, a passagem pela adolescência e o medo de voar. O conteúdo é abstrato, tanto quanto é específico, nos temas centrais e inerentes ao estarmos vivos. Obscuro, mas de certa forma familiar no seu core, este álbum é uma viagem em aberto”, descreve Danny.
Sparks é o primeiro single da dupla.
A banda estreia-se ao vivo no festival NOS Primavera, a decorrer no Parque da Cidade, Porto, Portugal, entre 7 e 9 de junho de 2018.
Um autêntico diário. Música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações, numa roda-viva que brota vivências por todos os lados.
É assim com Bed Legs. Na verdade, não há meio-termo. Sempre no limite da navalha, do rasganço, perfilam-se na dianteira do mundano, do profano, e não rejeitam atirar-se para um precipício melancólico, se assim tiver de ser.
Assim se cozem algumas das linhas deste diário musical da banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas). O intenso cheiro a rock ‘n’ roll, deveras vivido e desejado, viaja de braço dado com essências sonoras de outras épocas, tudo majestosamente pincelado e abençoado pela orla do rhythm and blues.
Neste “Bed Legs” ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado.
Gravado na Mobydick Records, com o apoio do GNRation, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”, neste registo espontâneo abundam a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista; a revelação fica totalmente completa através da letra e voz, num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres.
O primeiro single "Spillin' Blood", primeira faixa do disco e também a primeira a ser composta para este álbum, tem videoclip realizado, editado e co-produzido por João Martins (aka MOCA), artista plástico de eleição da banda, com quem já colaboram desde o primeiro EP no artwork, capas, símbolos, letterings, etc. É um tema que começa com um som eléctrico, ritmado e em loop constante que, musicalmente, afirma uma nova estética sonora com a introdução do novo membro, Leandro Araújo nos teclados, que já tinha participado num tema do EP e em 2 de “Black Bottle” e agora é parte integrante da banda. Os Bed Legs são agora um quinteto.
Os X-Wife estão de volta às edições e, com o novo single e vídeo "This Game", revelam-nos já um pouco do que podemos esperar do quinto trabalho de originais da banda. O álbum homónimo é editado a 6 de abril e será apresentado ao vivo no dia 21 de abril no Estúdio Timeout em Lisboa e no 28 de abril no Hard Club no Porto.
"This Game" é o novo single a ser retirado de "X-Wife", o quinto álbum de uma das mais importantes bandas do mundo da música independente em Portugal. Um tema que comprova a capacidade de reinvenção do grupo composto por João Vieira, Fernando Sousa e Rui Maia. Uma canção que representa a forma como se mantêm sempre atuais, modernos e urbanos naquilo que produzem.
São 10 os temas que compõem “X-Wife”, um disco que nos chega quase 7 anos depois do último registo de originais da banda. E, mais uma vez, 10 canções trabalhadas ao mais ínfimo pormenor. Em homenagem a um dos seus álbuns, "Are You Ready For a Blackout", os X-Wife lançam com este disco a sua própria editora, Blackout, passando a ser a banda responsável pelas suas edições independentes.
Os concertos de apresentação do novo disco chegam pouco tempo depois do lançamento de "X-Wife": 21 de abril em Lisboa, no Estúdio Time Out e 28 de abril no Hard Club, Porto.
O grande desafio de uma banda com mais de 15 anos de carreira, que conseguiu a proeza de acertar o relógio nacional com o internacional, é manter-se pertinente.
A pertinência dos X-Wife, mesmo que mais ocasionais, é a mesma que evidenciaram em“Feeding the Machine”, seja na sua cidade natal, o Porto, seja em Londres, Paris, Barcelona, ou outra qualquer cidade fervilhante, porque é da mais ambiciosa modernidade urbana que continuamos a falar quando falamos de X-Wife